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Hezbollah diz que pode inviabilizar negociações entre Líbano e Israel e rejeita acordos
Publicado 03/05/2026 • 08:00 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 03/05/2026 • 08:00 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Um parlamentar do Hezbollah afirmou neste domingo (3) que o grupo tem capacidade de “frustrar” os objetivos das negociações diretas entre Líbano e Israel, deixando claro que não pretende aderir a eventuais acordos.
Durante um evento em homenagem a combatentes mortos do Hezbollah, o deputado Hassan Fadlallah declarou que “essas negociações, com todos os seus resultados, não nos dizem respeito, e não iremos implementá-las”, reforçando a posição de rejeição da organização.
O Hezbollah levou o Líbano ao conflito no Oriente Médio em 2 de março, ao lançar foguetes contra Israel em apoio ao seu aliado Irã. Desde então, ataques israelenses no território libanês já deixaram mais de 2.600 mortos e provocaram o deslocamento de mais de 1 milhão de pessoas.
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Fadlallah afirmou ainda que o grupo conta com “um povo livre e uma resistência firme”, capaz de “frustrar todos os objetivos dessas negociações”, que, segundo ele, aprofundam divisões internas no país, tanto entre diferentes grupos quanto dentro do próprio Estado.
Nas últimas semanas, embaixadores do Líbano e de Israel nos Estados Unidos realizaram duas reuniões em Washington, as primeiras desse tipo em décadas. O encontro inicial resultou em uma pausa nos combates, enquanto os dois países concordaram em avançar para negociações diretas sob pressão americana.
Líbano e Israel estão oficialmente em guerra desde 1948, e o Hezbollah tem se posicionado de forma contundente contra o diálogo. O líder do grupo, Naim Qassem, chegou a classificar as negociações como um “pecado”.
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A oposição também se reflete internamente: apoiadores do Hezbollah lançaram campanhas contra o presidente e o primeiro-ministro do Líbano por causa das tratativas.
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Siga o Times | CNBCMesmo após o cessar-fogo de 17 de abril, que buscou encerrar mais de seis semanas de combates entre Israel e Hezbollah, as ofensivas continuam. Israel mantém ataques letais no Líbano, ampliando o clima de instabilidade.
Neste domingo, o Exército israelense emitiu novos alertas de evacuação para diversas vilas no sul do Líbano, incluindo áreas fora da zona anteriormente ocupada por tropas israelenses durante a guerra.
A Agência Nacional de Notícias do Líbano informou posteriormente uma série de ataques israelenses no sul do país, inclusive em cidades que não estavam incluídas nos avisos de evacuação.
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O texto do cessar-fogo permite que Israel atue contra “ataques planejados, iminentes ou em andamento”, mantendo margem para novas ações militares.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, defendeu na quarta-feira que Israel cumpra integralmente o cessar-fogo antes que as negociações avancem. Ele já afirmou que o objetivo das tratativas é encerrar a guerra, garantir a retirada israelense do sul, definir a fronteira e pôr fim ao estado de hostilidade entre os países.
Fadlallah reiterou que “qualquer novo acordo estabelecido no Líbano deve garantir que nosso país não será atacado de forma alguma”.
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