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Com baixa participação, palestinos vão às urnas pela primeira vez desde a guerra em Gaza
Publicado 25/04/2026 • 20:17 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 25/04/2026 • 20:17 | Atualizado há 6 meses
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Unsplash.
Os palestinos na Cisjordânia, juntamente com um pequeno segmento da Faixa de Gaza, votaram neste sábado (25) para eleger prefeitos e vereadores, nas primeiras eleições desde a guerra no território palestino, em um pleito marcado pela baixa participação e um desânimo generalizado.
De acordo com a Comissão Eleitoral Central (CEC), o nível de participação foi de 53,44%, enquanto na área de Deir al Balah em Gaza alcançou apenas 22,70%. Nas eleições de 2022, o percentual de participação na Cisjordânia foi de 53,70%.
“Estamos muito satisfeitos por exercer a democracia apesar dos inúmeros desafios que enfrentamos, tanto em nível local quanto internacional”, disse o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, a jornalistas após a votação. O processo foi supervisionado por diplomatas estrangeiros.
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Quase 1,5 milhão de pessoas estavam registradas para votar na Cisjordânia e 70.000 em Deir al Balah, de acordo com a CEC, cuja sede fica em Ramallah.
Um correspondente da AFP constatou uma participação notável de mulheres em Jericó, na Cisjordânia, um território ocupado por Israel desde 1967.
“Vamos eleger alguém que possa melhorar a comunidade local… coisas como água e reparos nas ruas”, disse Manar Salman, professora de inglês na cidade.
Alguns, no entanto, questionaram o momento das eleições.
“Não queríamos eleições neste momento, com a guerra em Gaza e os ataques contínuos de colonos na Cisjordânia”, disse Ziad Hassan, um empresário de Dura al Qaraa.
O conflito eclodiu após um ataque a Israel realizado pelo grupo islamista Hamas em 7 de outubro de 2023. Desde então, já deixou mais de 72.000 mortos, segundo dados do Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, que são considerados confiáveis pela ONU.
Desde 10 de outubro de 2025, um cessar-fogo precário está em vigor, marcado por atos de violência quase diários.
Na Cisjordânia, ela própria palco de uma escalada da violência por parte dos colonos israelenses, um jornalista da AFP observou baixa participação em diversas seções eleitorais.
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Siga o Times | CNBCOs municípios são responsáveis por serviços essenciais, como água, saneamento e infraestrutura local, mas não detêm poderes legislativos.
Visto que não são realizadas eleições presidenciais ou legislativas desde 2006, este pleito representa uma das poucas instituições democráticas atualmente em funcionamento sob a administração da Autoridade Palestina.
Em um cenário de estagnação econômica, o governo enfrenta inúmeras denúncias de corrupção, e os doadores têm condicionado cada vez mais o seu apoio à implementação de reformas.
Segundo o coordenador especial adjunto da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, Ramiz Alakbarov, estas eleições representam “uma oportunidade importante para que os palestinos exerçam seus direitos democráticos em um momento particularmente difícil”.
A União Europeia as considera um “passo importante rumo a uma maior democratização e ao fortalecimento da governança local”.
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A maioria das listas é formada por candidatos independentes ou está alinhada com o Fatah, o partido nacionalista e laico do presidente Abbas, no poder desde 2005.
Não há grupos vinculados ao movimento islamista Hamas, arquirrival do Fatah, que controla quase metade da Faixa de Gaza.
Alguns aspirantes a candidatos alegam que não conseguiram concorrer. É o caso de Mohamad Dweikat, em Nablus. Conforme ele relatou à AFP, vários indivíduos de sua lista permaneceram detidos até que o prazo de inscrição expirasse.
“Quer sejam candidatos independentes ou filiados a partidos, não terá nenhum efeito e nem benefício para a cidade”, lamentou Mahmoud Bader, um empresário que vota em Tulkarem, no norte da Cisjordânia.
A Cisjordânia teve eleições municipais em 2017 e em 2021–2022. Em Gaza, no entanto, estas são as primeiras eleições desde o pleito legislativo de 2006, vencido pelo Hamas.
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