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Arábia Saudita acusa Irã de incentivar houthis em nova escalada do conflito
Publicado 15/10/2026 • 13:19 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 15/10/2026 • 13:19 | Atualizado há 1 hora
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AFP
Um representante do Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita acusou o Irã nesta quinta-feira (15) de incentivar os houthis na mais recente escalada dos confrontos com o reino saudita. Segundo ele, a República Islâmica continua armando e treinando o grupo.
“O Irã continua armando, treinando e apoiando a milícia houthi, em violação às resoluções do Conselho de Segurança da ONU”, afirmou Rayed Krimly, vice-ministro de diplomacia pública do Ministério das Relações Exteriores saudita, durante uma entrevista virtual com jornalistas.
“Consideramos que a escalada dos houthis nesta fase mais recente do conflito é incentivada pelo Irã”, acrescentou.
O representante afirmou, porém, que a Arábia Saudita mantém contato com o Irã, embora Teerã ainda não pareça disposto a fazer concessões.
“Continuamos mantendo comunicações diretas com o Irã”, disse Krimly aos jornalistas. “De modo geral, ainda não parece que os iranianos estejam dispostos a oferecer as concessões necessárias para uma solução.”
O representante também acusou os houthis de se recusarem a participar de reuniões em Omã nas últimas semanas, enquanto os confrontos entre os dois lados se intensificavam.
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Siga o Times | CNBC“No início desta escalada, pedimos que eles se reunissem conosco em Mascate, em Omã, mas eles recusaram”, afirmou. “Essa foi a última comunicação, há algumas semanas.”
Leia também: Arábia Saudita bombardeia instalações petrolíferas no Iêmen; houthis ameaçam Riad
Maior exportadora de petróleo bruto do mundo, a Arábia Saudita tem sido alvo de ataques contínuos nos últimos dias, incluindo um bombardeio ao aeroporto internacional de Riad, considerado o ataque mais mortal em anos, em meio à forte intensificação da guerra contra os houthis.
A guerra civil no Iêmen voltou a se intensificar em julho, após o colapso de uma trégua mediada pela Organização das Nações Unidas (ONU). O episódio ocorreu meses depois do início de uma guerra mais ampla no Oriente Médio, que abalou a região e provocou turbulências no abastecimento de energia e nos mercados.
O conflito no país provocou o que a ONU classifica como uma das piores crises humanitárias do mundo, deixando a maior parte da população iemenita dependente de ajuda humanitária.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita combate os houthis desde 2015, quando o grupo tomou a capital iemenita, Sanaa, e expulsou da cidade o governo reconhecido internacionalmente. Os confrontos foram interrompidos por um cessar-fogo mediado pela ONU em 2022.
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