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EXCLUSIVO CNBC: Déficit global de energia pode ser o maior já registrado, diz head de commodities e derivativos do Bank of America
Publicado 27/03/2026 • 16:53 | Atualizado há 8 minutos
Publicado 27/03/2026 • 16:53 | Atualizado há 8 minutos
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O mundo pode estar diante do maior déficit de fornecimento de energia da história recente, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio e ao esgotamento acelerado dos estoques globais de petróleo, segundo avaliação de Francisco Blanch, head de commodities e derivativos do Bank of America.
Em entrevista exclusiva a CNBC, Blanch afirmou que o mercado entrou na atual crise com um volume elevado de petróleo em trânsito – cerca de 300 milhões de barris, resultado de sanções ao petróleo russo e iraniano no fim do ano passado. A esse montante, somaram-se aproximadamente 400 milhões de barris liberados, totalizando cerca de 700 milhões de barris disponíveis no início do conflito.
Apesar disso, segundo o executivo, esse colchão de oferta está sendo rapidamente consumido. “Estamos consumindo rapidamente o estoque de segurança que tínhamos ao iniciar este conflito, e ele vai se esgotar rapidamente”, afirmou.
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Blanch destacou que parte relevante do fluxo global – cerca de 20 milhões de barris por dia – passa pelo Estreito de Ormuz, um dos principais pontos de atenção geopolítica. Com isso, o mercado teria uma janela limitada para normalização. “Temos aproximadamente 35 a 40 dias para que este conflito termine. Caso contrário, ficaremos sem esse estoque”, disse.
Na avaliação dele, o mercado ainda não precifica um prolongamento mais significativo da guerra. “Duas ou três semanas a mais não estão precificadas. Estamos precificando uma guerra dentro da janela de quatro a seis semanas indicada inicialmente”, afirmou.
O executivo também chamou atenção para o impacto estrutural sobre os fluxos globais de petróleo, mesmo após o fim das hostilidades. Ele citou o caso do estreito de Bab el-Mandeb, onde o volume transportado caiu de cerca de 9 milhões de barris por dia para pouco mais de 4 milhões após tensões recentes. “Perdemos mais de 50% dos fluxos com tecnologia relativamente básica. Isso mostra que, mesmo após o conflito, talvez não voltemos a 100% da capacidade”, disse.
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Segundo Blanch, o mercado físico já apresenta sinais claros de aperto, com preços recordes de petróleo e querosene no leste do mundo, especialmente na região a leste do Canal de Suez, enquanto a bacia do Atlântico ainda não foi diretamente afetada.
Do lado da demanda, ele avalia que o racionamento já começou em algumas regiões e tende a se intensificar. “Não há oferta suficiente. Países que já enfrentam escassez estão adotando semanas de trabalho reduzidas para conter o consumo”, afirmou.
Para o executivo, o impacto mais amplo ainda está por vir. “Assim que esse relógio parar – e isso pode acontecer em cerca de 10 dias – veremos racionamento global de demanda. Será doloroso e exigirá preços muito altos”, disse.
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Blanch concluiu que a situação exigirá coordenação internacional para mitigar os efeitos da crise. “É um buraco enorme. Estamos diante do maior déficit de fornecimento de energia que o mundo já viu, caso isso não se resolva em breve”, afirmou.
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