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EUA usam aeronaves contra o Irã; conheça os 5 piores aviões de caça da história militar
Publicado 09/03/2026 • 14:00 | Atualizado há 40 minutos
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Publicado 09/03/2026 • 14:00 | Atualizado há 40 minutos
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Foto: freepik
Caixões voadores? Conheça os 5 piores aviões de caça da história militar
Desde 28 de fevereiro, quando começou a Operação Epic Fury, os Estados Unidos intensificaram a ofensiva usando aeronaves contra o Irã com o uso de bombardeiros estratégicos de longo alcance. Mais de 2.000 alvos já foram atingidos no território iraniano, incluindo instalações de mísseis balísticos, estruturas de comando e controle e embarcações da Marinha da República Islâmica.
A operação marca mais um capítulo na trajetória do Boeing B-52 Stratofortress, aeronave que voou pela primeira vez em 1952 e já participou da Guerra do Vietnã, da Operação Tempestade no Deserto e da Guerra Global contra o Terrorismo, segundo publicado pelo Military Times.
Na noite de domingo (1°), bombardeiros Rockwell B-1B Lancer realizaram ataques de longo alcance contra alvos estratégicos no Irã. De acordo com o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, as ações garantiram superioridade aérea local, ampliando a proteção das forças americanas e permitindo a continuidade das operações.
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Já na terça-feira (3), o Comando Central confirmou o emprego de uma frota de B-52H, conhecida pelo apelido de Stratosaurus, em novas investidas contra postos de controle de mísseis e centros de comando.
Capaz de operar a até 50 mil pés de altitude e transportar cerca de 70 mil libras de armamentos convencionais ou nucleares, o B-52 permanece como peça central da aviação estratégica dos Estados Unidos.
Desenvolvido a partir do protótipo YB-52, que realizou seu primeiro voo em 15 de abril de 1952, o bombardeiro foi projetado com estrutura leve e amplo espaço interno, o que permitiu sucessivas modernizações ao longo das décadas.
Em diferentes conflitos, como na ofensiva Linebacker II no Vietnã, consolidou-se como símbolo do poder aéreo americano e, mais de 70 anos depois, segue em operação ativa.
Ao longo do último século, especialmente entre a Primeira Guerra Mundial e a Guerra Fria, diferentes forças aéreas colocaram em operação aviões de combate, que acabaram marcados por falhas graves de projeto.
Produzidos em larga escala e enviados para cenários de guerra na Europa, na Ásia e no Oriente Médio, esses aviões ficaram conhecidos como “caixões voadores” porque combinavam baixo desempenho, problemas mecânicos e altos índices de acidentes. A expressão surgiu entre pilotos que enfrentavam riscos não apenas do inimigo, mas da própria máquina.
Segundo o portal The National Interest, projetar um caça sempre foi um exercício delicado de equilíbrio entre velocidade, potência, alcance e armamento.
Pequenos erros de cálculo podiam transformar uma promessa tecnológica em ameaça constante para quem estava no cockpit.
O Royal Aircraft Factory B.E.2 foi um dos primeiros aviões militares produzidos em grande escala. Lançado em 1912 e mantido em serviço até 1919, somou cerca de 3.500 unidades. Surgiu em um momento em que a guerra aérea ainda estava sendo aprendida na prática.
O problema é que a aeronave reunia praticamente tudo o que um caça não deveria ter. Baixa velocidade, visibilidade limitada, armamento fraco e dificuldade de controle tornaram o modelo vulnerável.
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Com a chegada de caças alemães mais modernos, como o Eindecker, o BE2 passou a ser presa fácil. Mesmo assim, continuou voando por anos, acumulando acidentes e críticas.
O Brewster F2A Buffalo entrou em operação no mesmo período que aviões consagrados como o Zero japonês e o Messerschmitt Bf 109. A comparação foi inevitável e desfavorável.
Projetado para operar tanto em terra quanto em porta-aviões, o Buffalo ganhou peso ao longo do desenvolvimento, com mais combustível e blindagem.
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O motor não acompanhou as mudanças. O resultado foi um caça pesado, lento e pouco manobrável. Em batalhas no Pacífico, especialmente em Midway, sofreu perdas expressivas e passou a ser chamado pelos próprios pilotos de caixão voador. Pouco depois, foi substituído por modelos mais eficientes.
O Lavochkin-Gorbunov-Gudkov LaGG-3 foi um dos principais caças soviéticos no início da invasão alemã em 1941. Produzido em mais de 6.500 unidades, representava o esforço acelerado de modernização da indústria militar da União Soviética.
Construído majoritariamente em madeira e equipado com motor considerado fraco, o avião tinha dificuldades para enfrentar adversários alemães mais ágeis e potentes.
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A vulnerabilidade estrutural e o desempenho limitado comprometeram sua reputação. Entre pilotos, o apelido era uma variação irônica do próprio nome, sugerindo que se tratava de um caixão garantido.
Durante a Guerra Fria, a Força Aérea dos Estados Unidos apostou na chamada Série Century, que incluía modelos como o McDonnell F-101 Voodoo, o Convair F-102 Delta Dagger, o Lockheed F-104 Starfighter e o Republic F-105 Thunderchief. Produzidos aos milhares, esses aviões nasceram sob a lógica do confronto nuclear estratégico.
A prioridade era interceptar bombardeiros soviéticos ou transportar armas nucleares. Quando confrontados com guerras convencionais, como no Vietnã, muitos desses modelos mostraram limitações.
O F-104, por exemplo, ganhou fama pela alta taxa de acidentes em alguns países operadores. Já o F-105 sofreu perdas significativas em missões de bombardeio convencional.
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Embora nem todos tenham sido fracassos absolutos, o conjunto revelou problemas de concepção alinhados mais à teoria estratégica do que à realidade do combate.
O Mikoyan-Gurevich MiG-23 foi concebido como resposta soviética a caças ocidentais de grande porte. Com asas de geometria variável e foco em múltiplas funções, prometia versatilidade.
Na prática, tornou-se conhecido pela complexidade. Pilotos relatavam dificuldade no controle e equipes de manutenção enfrentavam desafios constantes.
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O desgaste rápido dos motores e o desempenho irregular em conflitos no Oriente Médio afetaram sua imagem. Mesmo produzido em larga escala, o MiG-23 nunca consolidou reputação semelhante à de seu antecessor, o MiG-21.
A história desses aviões mostra que a aviação militar evolui por tentativa e erro. Em ambientes de guerra e pressão política, decisões são tomadas com base em cenários que podem mudar rapidamente.
A Força Aérea Brasileira colocou pela primeira vez o Saab F-39 Gripen em missão real de Alerta de Defesa Aérea. A operação, coordenada pelo Comando de Operações Aeroespaciais, marcou a consolidação da aeronave no sistema de defesa aeroespacial do País.
O emprego do caça ocorre após uma série de certificações estratégicas concluídas entre o fim de 2025 e o início de 2026, reforçando a capacidade operacional e o poder de dissuasão do Brasil.
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A missão foi executada pelo Primeiro Grupo de Defesa Aérea, sediado na Base Aérea de Anápolis, unidade responsável por proteger a capital federal e áreas estratégicas da região central.
No serviço de alerta, equipes permanecem de prontidão 24 horas por dia durante todo o ano. Quando o sistema identifica uma aeronave que descumpre normas de tráfego aéreo, o acionamento é imediato e o caça decola em poucos minutos para realizar a interceptação.
O marco só foi possível após a validação de capacidades consideradas essenciais. Entre elas estão o reabastecimento em voo com o Embraer KC-390 Millennium, o lançamento real do míssil de longo alcance Meteor, o primeiro tiro aéreo com canhão em território nacional e testes de separação segura de bombas.
As etapas asseguraram que o vetor esteja apto a cumprir integralmente missões de defesa aérea e também tarefas multimissão.
A trajetória até esse estágio começou com o Projeto F-X2, que definiu a escolha do Gripen como novo caça da FAB. O contrato com a fabricante sueca Saab incluiu transferência de tecnologia, capacitação de profissionais brasileiros e participação direta da indústria nacional na montagem e integração de sistemas.
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Desde a chegada da primeira aeronave, em 2022, o processo de incorporação foi gradual, com foco na formação de pilotos e equipes técnicas.
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