Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
EXCLUSIVO CNBC: “maior déficit de energia que o mundo já viu”, diz executivo do Bank of America
Publicado 27/03/2026 • 16:53 | Atualizado há 7 meses
Fundo soberano de US$ 2 trilhões da Noruega pode voltar a investir em grandes empresas de defesa
CEO da Nvidia prevê que todas as empresas serão companhias de IA
Nike aposta no crescimento de longo prazo na Índia em meio a plano de recuperação
Concorrente europeia da SpaceX sobe 19% após restrições ao Starlink na Ucrânia
Trump descarta armas nucleares e tropas terrestres no Irã e diz que ‘mãe de todas as bombas’ não é nuclear
Publicado 27/03/2026 • 16:53 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
O mundo pode estar diante do maior déficit de fornecimento de energia da história recente, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio e ao esgotamento acelerado dos estoques globais de petróleo, segundo avaliação de Francisco Blanch, head de commodities e derivativos do Bank of America.
Em entrevista exclusiva a CNBC, Blanch afirmou que o mercado entrou na atual crise com um volume elevado de petróleo em trânsito – cerca de 300 milhões de barris, resultado de sanções ao petróleo russo e iraniano no fim do ano passado. A esse montante, somaram-se aproximadamente 400 milhões de barris liberados, totalizando cerca de 700 milhões de barris disponíveis no início do conflito.
Apesar disso, segundo o executivo, esse colchão de oferta está sendo rapidamente consumido. “Estamos consumindo rapidamente o estoque de segurança que tínhamos ao iniciar este conflito, e ele vai se esgotar rapidamente”, afirmou.
Leia também: Petróleo fecha em alta de 3% em meio à incerteza de diálogo entre EUA e Irã
Blanch destacou que parte relevante do fluxo global – cerca de 20 milhões de barris por dia – passa pelo Estreito de Ormuz, um dos principais pontos de atenção geopolítica. Com isso, o mercado teria uma janela limitada para normalização. “Temos aproximadamente 35 a 40 dias para que este conflito termine. Caso contrário, ficaremos sem esse estoque”, disse.
Na avaliação dele, o mercado ainda não precifica um prolongamento mais significativo da guerra. “Duas ou três semanas a mais não estão precificadas. Estamos precificando uma guerra dentro da janela de quatro a seis semanas indicada inicialmente”, afirmou.
O executivo também chamou atenção para o impacto estrutural sobre os fluxos globais de petróleo, mesmo após o fim das hostilidades. Ele citou o caso do estreito de Bab el-Mandeb, onde o volume transportado caiu de cerca de 9 milhões de barris por dia para pouco mais de 4 milhões após tensões recentes. “Perdemos mais de 50% dos fluxos com tecnologia relativamente básica. Isso mostra que, mesmo após o conflito, talvez não voltemos a 100% da capacidade”, disse.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCLeia também: Com petróleo acima de US$ 100, biocombustíveis viram escudo do Brasil, aponta especialista
Segundo Blanch, o mercado físico já apresenta sinais claros de aperto, com preços recordes de petróleo e querosene no leste do mundo, especialmente na região a leste do Canal de Suez, enquanto a bacia do Atlântico ainda não foi diretamente afetada.
Do lado da demanda, ele avalia que o racionamento já começou em algumas regiões e tende a se intensificar. “Não há oferta suficiente. Países que já enfrentam escassez estão adotando semanas de trabalho reduzidas para conter o consumo”, afirmou.
Para o executivo, o impacto mais amplo ainda está por vir. “Assim que esse relógio parar – e isso pode acontecer em cerca de 10 dias – veremos racionamento global de demanda. Será doloroso e exigirá preços muito altos”, disse.
Leia também: Mercados europeus recuam com petróleo em alta e indefinição no Oriente Médio
Blanch concluiu que a situação exigirá coordenação internacional para mitigar os efeitos da crise. “É um buraco enorme. Estamos diante do maior déficit de fornecimento de energia que o mundo já viu, caso isso não se resolva em breve”, afirmou.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
DECISÃO 2026: Flávio Bolsonaro tem 50% e Lula 49% em disputa pelo Planalto, mostra pesquisa Palver
2
Grupo Globo demite executivo após vazamento de conversas com Daniel Vorcaro; vice-presidente da holding assumirá interinamente
3
‘Yes! We Have No Bananas’; guerra no Irã encarece cadeia produtiva da fruta e pressiona mercado americano
4
Em depoimento, Vorcaro nega fraude de R$ 12 bilhões e defesa anuncia contestação sobre negócio entre Master e BRB
5
Briga entre herdeiros da Mitre tem novas acusações de extorsão, invasão de casa e desvio de patrimônio