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Guerra no Irã drena combustível e pressiona aéreas a cortar 2 milhões de assentos em maio
Publicado 05/05/2026 • 11:11 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 05/05/2026 • 11:11 | Atualizado há 5 meses
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Foto: Pexels
Companhias aéreas ao redor do mundo eliminaram 2 milhões de assentos de suas programações de maio nas últimas duas semanas, à medida que crescem as preocupações com a disponibilidade de combustível, cujo preço dobrou desde o início da guerra no Irã, no final de fevereiro.
Segundo dados da Cirium, empresa de análise de aviação, publicados pelo Financial Times, além dos cancelamentos, diversas rotas passaram a operar com aeronaves menores ou mais eficientes para reduzir o consumo. O total de assentos disponíveis globalmente em maio recuou de 132 milhões para 130 milhões entre meados e o final de abril.
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O impacto é mais intenso na região do Golfo. O estreito de Ormuz, principal rota de abastecimento de querosene de aviação para a área, segue paralisado por ameaças iranianas e pelo bloqueio naval americano.

Emirates, Etihad e Qatar Airways, que ainda se recuperam da paralisação das primeiras semanas do conflito, redesenharam suas grades e cancelaram voos. A Emirates opera atualmente cerca de dois terços de sua capacidade pré-conflito.
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Siga o Times | CNBCO fechamento dos aeroportos do Golfo, que conectavam um terço das viagens europeias à Ásia, gerou um efeito cascata nas rotas globais. Hubs como Incheon, na Coreia do Sul, e aeroportos em Singapura e Tóquio passaram a limitar o uso de combustível. A Air France afirmou que recebeu solicitação para não adicionar voos extras para Singapura ou para o aeroporto de Haneda.
O Vietnã já adotou algum nível de racionamento de querosene. As japonesas ANA e Japan Air, que se beneficiam do aumento da demanda europeia por rotas alternativas, também foram impactadas. A ANA prevê um custo extra de 650 milhões de libras em combustível até março do próximo ano; a Japan Air estima queda de um quinto em seus lucros.
Nos Estados Unidos, a Delta cortou 3,5% de sua malha no segundo trimestre para economizar combustível. Na Europa, EasyJet e Virgin Atlantic alertaram sobre impactos na rentabilidade. A Lufthansa lidera o ranking de cancelamentos: foram 20 mil voos suprimidos entre maio e outubro porque os custos tornaram as operações inviáveis economicamente. A Air China aparece em segundo lugar no número de assentos cortados, segundo a Cirium.
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As adaptações operacionais vão além dos cortes. A Etihad substituiu o Airbus A350, com capacidade para quase 400 passageiros, pelo Boeing 787, com entre 220 e 300 assentos, na rota entre Abu Dhabi e Hong Kong. A Emirates retirou Boeing 777s de algumas rotas, mantendo apenas os A380s.
Em sentido contrário, rotas diretas da Europa à Ásia, que ganharam demanda como alternativa ao Golfo, receberam aeronaves maiores: a Air France ampliou a capacidade para Mumbai e a Air China fez o mesmo no trecho Londres-Pequim.
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