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Por que EUA e Israel estão chamando o conflito atual de guerra religiosa
Publicado 06/03/2026 • 09:10 | Atualizado há 8 horas
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Publicado 06/03/2026 • 09:10 | Atualizado há 8 horas
KEY POINTS
Foto: Reuters
Por que EUA e Israel estão chamando o conflito atual de guerra religiosa
Os atuais conflitos no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã como alvo principal, inicialmente refletem uma briga envolvendo a fabricação de armas nucleares. Por parte dos americanos, o presidente Donald Trump entende que armas de destruição em massa nas mãos dos iranianos representam uma ameaça direta aos Estados Unidos e seus aliados.
Argumento visto pelos iranianos como uma grave violação dos direitos de reforçar seu armamento contra ameaças reais. No final de 2025, os Estados Unidos chegaram a bombardear uma instalação nuclear com o objetivo de atrasar a fabricação dos explosivos.
Já no início deste ano, as novas ofensivas americanas e israelenses mataram o Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, e outros generais de alto escalão iraniano. O aiatolá comandava o país desde 1989, e era ele quem tomava as principais decisões envolvendo assuntos internacionais.
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Entretanto, com a escalada da guerra, os ataques ao Irã que inicialmente justificavam assuntos políticos internacionais passaram a ser vistos pelos americanos e israelenses como uma guerra religiosa.
De acordo o jornal Al Jazeera, uma entidade de fiscalização dos Estados Unidos afirmou que soldados americanos foram informados de que o conflito teria como objetivo desencadear o chamado “fim dos tempos” descrito na Bíblia.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, ainda declarou recentemente que o Irã estaria sob o comando de “fanáticos religiosos lunáticos”.
Seguindo as informações do Al Jazeera, a organização norte-americana Military Religious Freedom Foundation (MRFF), que atua na defesa da liberdade religiosa nas Forças Armadas, afirmou ter recebido e-mails de militares relatando que tropas dos Estados Unidos teriam sido informadas de que uma eventual guerra com o Irã teria como objetivo provocar o Armagedom, expressão associada ao “fim dos tempos” descrito na Bíblia.
Além disso, alguns soldados, de forma anônima, relataram ao MRFF que um comandante orientou oficiais a dizer às tropas que “tudo isso fazia parte do plano divino de Deus”. Segundo o militar, o oficial teria citado diversas passagens do Livro do Apocalipse, mencionando o Armagedom e o retorno iminente de Jesus Cristo.
Já do lado israelense, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também recorreu a referências religiosas ao mencionar a Torá, comparando o Irã a um antigo inimigo citado nos textos bíblicos: os amalequitas. Na tradição judaica, os amalequitas são frequentemente associados à ideia de “mal absoluto”.
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Apesar de os ataques no Oriente Médio serem supostamente levados por alguns soldados como uma repressão religiosa, os bombardeios na região seguem se intensificando dos dois lados. Recentemente, drones iranianos acertaram infraestruturas que armazenavam petróleo e gás natural.
Além do bombardeio, os iranianos, por meio da Guarda Revolucionária do Irã, também determinaram o fechamento do Estreito de Ormuz, principal e mais importante rota para a entrega de petróleo, gás natural e outros materiais considerados essenciais por diversos países do exterior.
Entretanto, até o momento, não se sabe sobre a extensão da guerra no Oriente Médio. Do lado americano, Donald Trump já reforçou que os ataques ao Irã devem continuar pelo tempo necessário. Já os iranianos respondem às investidas com bombardeios precisos visando retardar o ataque inimigo. Além disso, ameaças diretas do grupo terrorista Hezbollah, financiado pelos iranianos, são feitas contra os Estados Unidos e Israel.
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