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Israel ataca o Líbano novamente; primeiro-ministro alerta para “desastre humanitário iminente”
Publicado 06/03/2026 • 08:46 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 06/03/2026 • 08:46 | Atualizado há 7 meses
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Foto: HUSSEIN MALLA/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
06/03/2026 Fumaça sobe após um ataque aéreo israelense em Dahiyeh, subúrbio ao sul de Beirute, no Líbano, nesta sexta- feira, 6 de março de 2026. Intensos ataques aéreos lançados por Israel atingiram as capitais do Irã e do Líbano nesta sexta. As forças israelenses confirmaram o início de uma "uma onda de ataques em larga escala" contra Teerã. Em Beirute, os alvos foram redutos do Hezbollah.
Novos ataques israelenses atingiram o Líbano nesta sexta-feira (6), aumentando o deslocamento de civis e elevando a pressão humanitária no país. O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, afirmou que o país enfrenta o risco de um “desastre humanitário iminente”.
Um bombardeio israelense contra um prédio comercial na cidade de Sidon, no sul do país, matou cinco pessoas e deixou outras sete feridas, segundo o Ministério da Saúde libanês. A ofensiva acontece em meio à intensificação das operações militares de Israel no sul e no leste do Líbano, além dos subúrbios ao sul de Beirute.
Em reunião com embaixadores estrangeiros, Salam disse que as consequências do deslocamento populacional “podem ser sem precedentes”, tanto do ponto de vista humanitário quanto político. De acordo com o governo libanês, mais de 95 mil pessoas foram levadas a abrigos oficiais.
“Nosso país foi arrastado para uma guerra devastadora que não buscamos e não escolhemos”, afirmou o premiê. Segundo ele, os civis que deixaram suas casas são vítimas tanto da ofensiva israelense quanto das ações que deram “pretexto” para a escalada militar, em referência ao Hezbollah.
Na segunda-feira, o grupo lançou foguetes contra Israel. No mesmo dia, o governo libanês proibiu as atividades militares do partido.
O ataque em Sidon atingiu um edifício localizado em uma rua movimentada, segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano. Um fotógrafo da AFP que esteve no local registrou danos extensos no apartamento atingido e estilhaços espalhados pela rua, onde duas escolas públicas foram transformadas em abrigos para deslocados.
Equipes de resgate retiraram um corpo dos escombros e recolheram partes de corpos espalhadas pela área.
De acordo com o Ministério da Saúde, os ataques israelenses desde segunda-feira já deixaram 123 mortos.
O Exército de Israel informou que realizou 26 ondas de ataques contra os subúrbios ao sul de Beirute nos últimos quatro dias.
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Siga o Times | CNBCNa sexta-feira, imagens da AFPTV mostraram ruas cobertas por poeira e entulho em um dos bairros atingidos, com prédios residenciais severamente danificados. Pela manhã, a região estava praticamente deserta, com exceção de uma escavadeira removendo escombros.
Após um alerta de evacuação emitido por Israel na tarde de quinta-feira, ocorreu um êxodo em massa da área, cuja população é estimada entre 600 mil e 800 mil pessoas.
Mohammad, morador de 39 anos dos subúrbios do sul, disse que deixou sua casa com a família quando os bombardeios começaram na segunda-feira. Ao retornar na quinta-feira para buscar pertences, minutos antes do aviso de evacuação, afirmou ter encontrado “um caos total”.
A escalada no Líbano começou após o Hezbollah lançar foguetes contra Israel na madrugada de segunda-feira. O grupo afirmou que o ataque tinha como objetivo “vingar” a morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei, ocorrida no sábado em um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel em Teerã.
Israel respondeu com bombardeios contínuos no território libanês, ordenou a evacuação de centenas de quilômetros quadrados no sul do país e enviou tropas terrestres pela fronteira.
Segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano, dezenas de aldeias no sul e no leste do país foram atingidas por ataques.
O chefe do Exército israelense afirmou ter ordenado às forças posicionadas no sul do Líbano que ampliem o controle sobre a região.
O Hezbollah também afirmou nesta sexta-feira ter realizado novos ataques contra o norte de Israel, incluindo uma ação contra uma base naval em Haifa. O grupo disse ainda ter atacado veículos israelenses que avançavam em direção à cidade de Khiam, a cerca de seis quilômetros da fronteira, e afirmou ter forçado as tropas a recuar.
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