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Guerra no Irã pressiona inflação e muda cenário de juros após alerta da OCDE, diz analista
Publicado 26/03/2026 • 18:04 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 26/03/2026 • 18:04 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
A revisão das projeções da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para a economia global, divulgada nesta quinta-feira (26), reforçou a percepção de um cenário mais desafiador, mas é a guerra no Irã que tem sido o principal fator de mudança nas expectativas de mercado, segundo Talita Luiz, analista de investimentos da Quattro Investimentos. Para ela, o conflito já altera de forma relevante as perspectivas para inflação, crescimento e juros.
“Se a gente compara com o relatório de dezembro, a perspectiva era muito mais positiva. Agora, com o aumento da inflação, principalmente ligado à energia e ao petróleo, o cenário se torna mais preocupante”, afirmou, em entrevista ao Fast Money, programa do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta quinta-feira (26)
Na avaliação da analista, o impacto do petróleo é determinante para a deterioração das projeções. “O petróleo é o maior causador dessa inflação que não era esperada e acabou mudando completamente o cenário econômico”, disse.
Leia também: OCDE: PIB do G20 perde força no quarto trimestre com desaceleração dos EUA
Ela destaca que o choque nos preços de energia já está refletido nos dados e tende a se espalhar por diferentes setores. “Essa inflação acaba se disseminando para outros pontos da economia de maneira generalizada”, explicou.
Talita avalia que os impactos não devem ser pontuais e podem avançar para os próximos anos caso não haja solução para o conflito. “A gente já vê impacto até na redução de crescimento para 2027. Se não houver acordo, essa situação pode se estender ao longo de 2026 e além”, afirmou.
Ela ressalta que, apesar de haver sinais de possíveis negociações, o cenário ainda é incerto. “Existe possibilidade de diálogo, mas isso ainda é muito especulativo no curto prazo”, disse.
Diante desse ambiente, a expectativa de queda de juros também vem sendo revista. “A projeção de redução de juros, que era mais acelerada, já foi revisitada. Ainda deve haver queda, mas de forma mais tímida ao longo de 2026”, afirmou.
Leia também: Petróleo fecha em alta e Brent retoma nível de US$ 100 com incertezas sobre diálogo EUA-Irã
No caso do Brasil, a analista destaca que os efeitos do petróleo ainda não foram totalmente sentidos na inflação. “A gente ainda não sente esse reflexo tão forte agora, mas pode esperar que esse impacto venha ao longo de 2026, com inflação mais pressionada”, disse.
Apesar disso, ela avalia que o cenário permanece sob controle no curto prazo. “A inflação ainda parece dentro de um nível administrável, não é algo que esteja fugindo do controle neste momento”, ponderou.
Para Talita, a principal resposta dos bancos centrais diante desse cenário é a cautela. “O movimento agora é de atenção redobrada, com redução mais lenta dos juros, tanto no Brasil quanto no exterior”, concluiu.
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