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Irã amplia tensão no Golfo ao anunciar ofensiva contra instalações militares dos EUA
Publicado 28/06/2026 • 09:22 | Atualizado há 52 minutos
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Publicado 28/06/2026 • 09:22 | Atualizado há 52 minutos
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Sarallah Ankouti / Wikimedia Cpmmons
Guarda Revolucionária do Irã
A escalada das tensões entre Irã e Estados Unidos ganhou um novo capítulo neste domingo (28), após a Guarda Revolucionária iraniana anunciar que lançou mísseis balísticos e drones contra bases militares norte-americanas no Kuwait e no Bahrein. Segundo o grupo, a operação foi uma resposta às ações militares realizadas por Washington nas últimas horas.
A informação foi divulgada pela agência estatal iraniana Irna, que reproduziu um comunicado da Guarda Revolucionária. De acordo com a nota, os ataques ocorreram entre 19h30 e 20h30 de sábado (27), no horário de Brasília, e tiveram como alvo oito infraestruturas consideradas estratégicas, incluindo a base aérea de Ali al-Salem, no Kuwait, e instalações da Quinta Frota dos Estados Unidos, no porto de Salman, no Bahrein. O grupo afirmou que os alvos foram destruídos.
Segundo a Guarda Revolucionária, a ofensiva foi uma reação aos ataques realizados pelos Estados Unidos contra cinco postos costeiros iranianos na madrugada de sábado. O comunicado afirma que a ação norte-americana ocorreu sob o argumento de retaliar uma operação da Marinha iraniana contra uma embarcação considerada “infratora”.
Leia também: Trump volta a ameaçar Irã com aniquilação; Kuwait e Bahrein relatam ataques
A corporação também declarou que, com base no entendimento firmado em Islamabad, a responsabilidade pelo controle do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz caberia a Teerã. O texto acrescenta que o Irã poderá endurecer as medidas contra embarcações classificadas como irregulares na região.
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Siga o Times | CNBCOs Estados Unidos confirmaram a ofensiva, e o presidente Donald Trump voltou a elevar o tom contra o governo iraniano ao comentar a escalada do conflito.
Em publicação, o presidente norte-americano afirmou que poderá abandonar uma postura de contenção caso os confrontos continuem.
“Pode chegar um momento em que não seremos mais capazes de agir com sensatez e seremos forçados a concluir militarmente a tarefa que iniciamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir”, escreveu.
Leia também: Trump adverte que Irã “deixará de existir” se EUA decidir intensificar ataques
No comunicado, a Guarda Revolucionária também afirmou que uma eventual violação do cessar-fogo representaria descumprimento do “artigo primeiro” do entendimento firmado em Islamabad e poderia provocar a interrupção geral dos processos previstos no acordo.
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