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Irã ataca instalações dos EUA no Bahrein e nos Emirados e declara bases americanas inseguras no Golfo
Publicado 31/03/2026 • 11:21 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 31/03/2026 • 11:21 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
AFP
Guarda Revolucionária do Irã
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta terça-feira (31) ter realizado ataques contra duas instalações ligadas aos Estados Unidos no Oriente Médio, no 32º dia de conflito na região. As informações foram divulgadas pela agência estatal Fars e não foram confirmadas por autoridades americanas até o momento da publicação.
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Segundo o comunicado iraniano, um dos alvos foi um centro de comando localizado próximo à base aérea de Al Minhad, nos Emirados Árabes Unidos. A Guarda afirmou que o local havia sido identificado previamente por serviços de inteligência iranianos e que abrigava militares norte-americanos no momento do ataque.
“Um centro secreto de comando foi identificado e destruído”, informou a força iraniana, acrescentando que havia “cerca de 200 oficiais e comandantes” no local antes do impacto.
O segundo ataque teria atingido um alojamento utilizado por tropas dos EUA no Bahrein. A Guarda Revolucionária afirmou que a operação foi conduzida com precisão para limitar danos fora do alvo.
Além de descrever as operações, o comunicado iraniano trouxe uma afirmação de peso geopolítico: a de que “as bases dos EUA se tornaram inseguras para seus comandantes” diante do atual cenário de tensão no Golfo Pérsico.
A declaração vai além do relato dos ataques em si. Ao enquadrar instalações americanas como alvos vulneráveis e identificáveis por inteligência iraniana, a Guarda Revolucionária sinaliza uma mudança de postura: a de que o posicionamento militar dos EUA na região já não oferece a proteção que oferecia antes do conflito.
As autoridades dos Estados Unidos não confirmaram os ataques nem divulgaram avaliação sobre os danos descritos pelo Irã. A ausência de resposta oficial deixa em aberto a extensão real das operações e o impacto efetivo sobre as instalações mencionadas.
O Irã tem utilizado comunicados da Guarda Revolucionária e da agência Fars como instrumentos de pressão ao longo do conflito, o que exige cautela na leitura das informações divulgadas unilateralmente. As declarações, no entanto, integram um padrão de escalada que vem se intensificando desde o início das tensões.
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