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Risco de escalada no Irã segue alto apesar da vitória democrata nas eleições de meio de mandato dos EUA, dizem analistas
Publicado 07/11/2026 • 14:30 | Atualizado há 12 minutos
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Publicado 07/11/2026 • 14:30 | Atualizado há 12 minutos
KEY POINTS
Foto: AFP
Guerra no Irã pode impedir que mercado de energia volte ao normal em 2027, diz IEA
Os Estados Unidos e o Irã caminham para a retomada da guerra, avaliam analistas, mesmo com a expectativa dos mercados de que a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato leve o conflito ao fim.
O petróleo refletiu esse otimismo. O barril caiu mais de 16% nos últimos cinco pregões, depois que o vice-presidente JD Vance atribuiu publicamente a derrota republicana à guerra. A declaração levantou dúvidas sobre o apoio dentro do governo à continuidade da ofensiva.
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Os democratas pretendem usar as maiorias confortáveis nas duas Casas do Congresso para aprovar uma resolução de poderes de guerra que exija o fim do conflito por parte do presidente Donald Trump. Porém, as tensões no Oriente Médio não diminuíram desde a eleição, e os parlamentares só tomam posse em janeiro, segundo os analistas.
Helima Croft, chefe de estratégia global de commodities do RBC Capital Markets, apontou em nota a investidores na sexta-feira (6) uma divergência ao longo da semana. De um lado, aumentam as preocupações com escalada no Golfo. De outro, investidores a milhares de quilômetros de distância apostam em uma saída guiada por manchetes.
Desde a eleição, vários petroleiros sofreram ataques perto de Omã, e um marinheiro morreu, segundo agências de segurança marítima. Além disso, os houthis, aliados do Irã no Iêmen, seguem disparando mísseis contra a vizinha Arábia Saudita.
Enquanto isso, o reforço militar americano continua, com um terceiro grupo de ataque de porta-aviões a caminho da região. A consultoria Rapidan Energy calcula 80% de chance de que os combates sejam retomados, já que a diplomacia está parada.
Na quinta-feira (5), Trump disse a jornalistas que decidirá em breve se voltará a atacar o Irã. “Eu preferiria não destruir o resto do país, se possível, mas talvez eu tenha de fazer isso”, afirmou no Salão Oval. “Vocês saberão logo.”
O presidente também declarou que está pronto para agir. “Estamos prontos. Se tivermos de fazer o resto da coisa do Irã, estamos totalmente decididos.”
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Siga o Times | CNBCBob McNally, presidente da Rapidan e ex-conselheiro de energia do presidente George W. Bush, afirma que o petróleo voltará a superar US$ 100 por barril se os combates recomeçarem. Na sexta-feira, o Brent, referência internacional, era negociado acima de US$ 97, e o WTI, referência americana, girava em torno de US$ 90.
Em entrevista ao programa “Squawk Box Asia”, da CNBC, McNally disse que Trump quer impedir, “quase a qualquer custo”, que o Irã obtenha uma arma nuclear, como item de legado. O regime iraniano, por sua vez, não aceita abrir mão de suas capacidades nucleares. Segundo o analista, a dinâmica de escalada persiste enquanto essa diferença de fundo existir.
Amos Hochstein, ex-conselheiro de energia do presidente Joe Biden, acrescenta que o risco de guerra segue vivo, sobretudo porque Trump não enfrentará novas eleições. Em entrevista ao programa “Power Lunch”, ele afirmou que os preços da gasolina, do diesel e do combustível de aviação disparariam como consequência.
Enquanto isso, Teerã provoca o governo americano desde a eleição. A conta nas redes sociais do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, disse que o “processo de colapso dos EUA se acelerou” após o resultado das urnas.
Uma resolução de poderes de guerra dificilmente passa antes de os democratas assumirem em janeiro, e Trump pode vetá-la de qualquer forma. Segundo Croft, o principal instrumento do Congresso será o controle do orçamento. O financiamento do governo expira em 11 de dezembro, e a negociação de nova resolução de continuidade pode se estender até 2027, o que daria mais poder de barganha aos democratas.
Croft ressaltou que adiar decisões de financiamento não limitaria de imediato a capacidade de Trump de conduzir operações militares, mas poderia mudar de forma significativa o quadro de recursos da administração no longo prazo.
Trump conversou por telefone com o emir do Catar na sexta-feira sobre esforços diplomáticos para reduzir as tensões na região, segundo a agência estatal de notícias catariana.
Um alto funcionário iraniano, que não teve o nome divulgado, disse à Reuters na quinta-feira que Teerã enviou uma proposta nuclear aos EUA por meio do Catar. Segundo ele, o Irã só discutirá o texto depois que Washington atender às suas exigências.
Trump pareceu descartar a via diplomática no mesmo dia. “O Irã nunca terá uma arma nuclear”, declarou. “Eles não estão fazendo nada sem a nossa aprovação. Não faz diferença o que estão analisando.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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