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Conflito no Oriente Médio

Irã diz que diplomacia com EUA ainda é possível, mas ameaça ações ofensivas em Ormuz

Publicado 28/08/2026 • 16:14 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Abbas Araghchi afirmou que a retomada da diplomacia depende do abandono da pressão americana.
  • Conversas com mediadores e com Omã tentam destravar um acordo para o Estreito de Ormuz.
  • Parlamentar iraniano ameaçou novas ações ofensivas caso Washington não cumpra compromissos.
Irã

AFP

O Irã deixou aberta nesta sexta-feira (28) a possibilidade de retomar a diplomacia com os Estados Unidos, mas condicionou o diálogo ao fim da campanha de pressão de Washington, exatamente seis meses após o início da guerra.

“Retomar a diplomacia não é impossível. Depende de os Estados Unidos compreenderem um fato simples: a pressão não funciona”, escreveu o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, na rede social X.

Os esforços diplomáticos, conduzidos com a participação de mediadores como Paquistão e Catar, tentam há meses encerrar definitivamente a guerra iniciada por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.

Apesar de um cessar-fogo ter sido acordado em abril e de um memorando de entendimento para um acordo de paz definitivo ter sido assinado em junho, as negociações não resultaram em uma solução final. Desde então, Washington declarou uma “guerra econômica” contra Teerã.

Em uma nova tentativa de reativar a diplomacia, Araghchi se reuniu nesta quinta-feira (27), em Teerã, com seu homólogo do Catar para discutir a situação do Estreito de Ormuz, praticamente fechado pela República Islâmica desde o início da guerra.

Paralelamente, os Estados Unidos mantêm um bloqueio aos portos iranianos, dificultando a importação de gasolina pelo país.

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O cessar-fogo de abril encerrou os combates mais intensos, mas ataques esporádicos, principalmente na região do Estreito de Ormuz, continuam comprometendo as perspectivas de um acordo de paz duradouro.

Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, o senador americano Jack Reed, principal democrata do Comitê de Serviços Armados do Senado, criticou o presidente Donald Trump pela condução da guerra.

“Seis meses depois, nem sequer um objetivo foi alcançado”, afirmou Reed. “Na verdade, [a guerra] enfraqueceu significativamente nossa posição no Oriente Médio e no mundo.”

Teerã mantém conversas com Omã há várias semanas sobre o futuro do Estreito de Ormuz. O governo iraniano pretende cobrar dos navios que transitam pela rota uma tarifa por “serviços” marítimos, prática que não ocorria antes do conflito.

Ao mesmo tempo, o Irã insiste que o estreito permanecerá fechado enquanto Washington não cumprir os compromissos assumidos no memorando de junho, que prevê o fim do bloqueio aos portos iranianos e a retirada das sanções econômicas.

Nesta sexta-feira, o deputado iraniano Esmail Kowsari reiterou à televisão estatal que, caso os Estados Unidos “não cumpram seus compromissos, o Estreito de Ormuz não apenas permanecerá fechado, como os Estados Unidos deverão estar preparados para nossas ações ofensivas”.

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