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Petróleo fecha em queda; Brent perde 6,6% e WTI recua 4,2% na semana com impasse entre EUA e Irã

Publicado 28/08/2026 • 16:42 | Atualizado há 40 minutos

KEY POINTS

  • O petróleo fechou em baixa nesta sexta-feira, com o Brent a US$ 88,10 e o WTI a US$ 83,40 por barril.
  • Apenas 7 navios cruzaram o Estreito de Ormuz na quinta-feira, abaixo da média de 15 embarcações dos dez dias anteriores.
  • O impasse entre EUA e Irã permanece sem solução, enquanto o conflito entre Rússia e Ucrânia adiciona novos riscos ao cenário internacional.

Os preços do petróleo terminaram a sessão desta sexta-feira (28) em queda, ampliando as perdas acumuladas ao longo da semana. Os investidores continuam acompanhando de perto o impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã, além do movimento de embarcações no Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte global da commodity.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI com vencimento em outubro recuou 0,16%, equivalente a US$ 0,13, e terminou o dia cotado a US$ 83,40 por barril. Em Londres, o Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), caiu 0,47%, ou US$ 0,42, encerrando a sessão a US$ 88,10. No acumulado da semana, o WTI registrou baixa de 4,2%, enquanto o Brent apresentou queda mais acentuada, de 6,6%.

A guerra chegou ao sexto mês nesta sexta-feira sem sinais claros de um acordo capaz de colocar fim ao conflito. O governo do presidente Donald Trump comunicou aos mediadores que não pretende retomar os termos de um acordo preliminar que havia sido negociado com o Irã, mas acabou não avançando.

Trump segue adotando medidas para aumentar a pressão econômica sobre Teerã. O presidente americano também afirmou que o bloqueio naval conta com apoio pelo espaço, embora não tenha esclarecido se fazia referência às restrições impostas por seu governo aos portos iranianos.

Leia mais: Bloqueio naval dos EUA reduz exportações de petróleo do Irã enquanto governo Trump intensifica guerra econômica

A movimentação no Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais pontos de atenção para o mercado. Segundo dados da MarineTraffic, apenas sete embarcações cruzaram a passagem na quinta-feira, número inferior à média de 15 navios registrada nos dez dias anteriores.

No Estreito de Bab el-Mandeb, outro importante ponto de passagem para o comércio internacional, foram contabilizados 17 navios de commodities no mesmo período.

Para Alex Hodes, analista da StoneX, a possibilidade de uma abertura temporária de Ormuz contribuiu para reduzir parte da tensão nos preços. Ainda assim, a ausência de um acordo de paz definitivo mantém o risco de novas interrupções no fluxo da commodity.

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Embora a retórica tenha suavizado um pouco, ainda são esperadas interrupções contínuas, afirmou Hodes.

O governo iraniano, por sua vez, voltou a criticar as medidas adotadas por Washington. O Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou os Estados Unidos de promoverem uma nova onda de “terrorismo econômico” contra o país e afirmou que as sanções anunciadas nesta semana desrespeitam a Carta das Nações Unidas.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, também declarou que os Estados Unidos precisam “construir confiança” e cumprir seus compromissos. A declaração ocorreu após reuniões com o primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, em Teerã, classificadas pelo ministro como “discussões construtivas e inovadoras”.

Leia mais: Irã diz que diplomacia com EUA ainda é possível, mas ameaça ações ofensivas em Ormuz

Além do conflito entre Estados Unidos e Irã, os investidores também acompanham a evolução da guerra na Ucrânia. As tensões aumentaram depois que Moscou ameaçou atacar instalações e alvos militares britânicos dentro e fora do território ucraniano. A advertência foi apresentada como uma resposta aos ataques realizados por Kiev contra alvos em território russo utilizando mísseis de cruzeiro de longo alcance fornecidos pelo Reino Unido.

O agravamento das disputas geopolíticas mantém o mercado de energia atento a possíveis novos impactos sobre a oferta e as rotas internacionais de transporte, enquanto os traders avaliam os próximos passos envolvendo Irã, Estados Unidos e os principais corredores marítimos utilizados pelo comércio de petróleo.

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