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Conflito no Oriente Médio

Irã diz preparar condições para reabertura de Ormuz enquanto EUA afirma ter retirado minas e bloqueado exportações

Publicado 27/08/2026 • 22:14 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Mohsen Rezai afirmou que a reabertura do estreito está condicionada ao cumprimento de compromissos dos Estados Unidos.
  • CENTCOM disse ter ajudado quase 1.500 navios comerciais a transitar pela região e remover minas das rotas internacionais.
  • EUA afirmam que o Irã não exporta petróleo desde a retomada do bloqueio em meados de julho, enquanto Teerã cita a exportação de 80 milhões de barris durante o cessar-fogo.
O que é o Estreito de Ormuz e por que ele é tão importante?

Divulgação

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezai, afirmou nesta quinta-feira (27) que Teerã prepara uma lista de condições para discutir a reabertura do estreito de Ormuz, após um pedido de mediadores.

A declaração ocorre enquanto o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) afirma ter mantido o tráfego comercial pela região e imposto um bloqueio que, segundo Washington, impede exportações iranianas de petróleo.

Em entrevista à emissora Al Manar, Rezai vinculou a reabertura de Ormuz ao fim dos conflitos na região e cobrou compromissos dos Estados Unidos. “Se os EUA querem Ormuz reaberto, eles precisam cumprir seus compromissos”, afirmou.

O representante iraniano disse que Teerã conseguiu exportar 80 milhões de barris de petróleo durante o cessar-fogo acordado com o governo americano. Segundo ele, o país também acertou um corredor de navegação com Omã no estreito, composto por um trecho em águas omanenses e outro em águas iranianas.

As declarações contrastam com a posição apresentada nesta quinta-feira (27) pelo CENTCOM. Em atualização operacional, o comandante do Comando Central dos EUA, almirante Brad Cooper, afirmou que as forças americanas mantêm o bloqueio naval contra o Irã e garantem o fluxo comercial pelo estreito.

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Segundo Cooper, os Estados Unidos removeram minas marítimas que haviam sido colocadas, de acordo com a versão americana, pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã nas rotas internacionais do estreito. A operação envolveu mergulhadores da Marinha, Navy SEALs e forças aéreas da Força Aérea, da Marinha, do Exército e do Corpo de Fuzileiros Navais.

O comandante afirmou que as forças americanas ajudaram quase 1.500 navios comerciais a cruzar o estreito nos últimos meses, transportando cerca de 750 milhões de barris de petróleo bruto para os mercados globais.

Ao mesmo tempo, Cooper declarou que o Irã não exportou petróleo de sua costa desde a retomada do bloqueio naval, em meados de julho. “Nenhum navio entrou ou saiu de um porto sem nossa permissão”, afirmou, acrescentando que os Estados Unidos autorizaram apenas passagens por motivos humanitários.

Desde a retomada do bloqueio, segundo o CENTCOM, milhares de militares americanos, mais de 20 navios de guerra e centenas de aeronaves participam da operação. As forças dos EUA também afirmam ter interceptado ou redirecionado cerca de 75 embarcações que tentavam violar o bloqueio e desativado três navios que não cumpriram as ordens.

Rezai, por outro lado, avaliou que o aumento da pressão econômica americana após a guerra demonstra que os adversários do Irã perderam a confiança em sua capacidade militar. Ele também afirmou que Israel não está mais em condições de atacar Beirute e os subúrbios de Dahieh, no Líbano.

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