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CNBCA Arábia Saudita intensificou os embarques de petróleo pelo Estreito de Ormuz desde o acordo entre os EUA e o Irã

Conflito no Oriente Médio

Irã impõe condição a petroleiros em Ormuz e ameaça “resposta enérgica”

Publicado 02/07/2026 • 20:45 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Irã determinou que petroleiros no Estreito de Ormuz devem seguir rotas autorizadas por Teerã, sob ameaça de “resposta imediata e enérgica” em caso de descumprimento.
  • A medida ocorre em meio a novas tensões diplomáticas envolvendo Estados Unidos, países do Golfo e negociações recentes mediadas no Catar sobre a segurança da região.
  • Apesar da escalada, o tráfego marítimo segue em recuperação, com aumento no número de embarcações, embora ainda sob forte instabilidade e ajustes constantes nas rotas.

Foto: AFP

O comando militar conjunto do Irã alertou nesta quinta-feira (2) que todos os petroleiros que atravessarem o Estreito de Ormuz deverão seguir rotas previamente autorizadas por Teerã. Caso contrário, as embarcações estarão sujeitas a uma “resposta imediata e enérgica”, em uma medida que volta a elevar a tensão em uma das principais passagens marítimas do mundo para o transporte de energia.

Localizado na entrada do Golfo Pérsico, o estreito é considerado um ponto estratégico para o fluxo global de petróleo e tem sido central nas negociações diplomáticas relacionadas ao fim das hostilidades na região. A nova declaração foi feita pelo comando Khatam al-Anbiya e divulgada pela televisão estatal iraniana, um dia após reuniões entre representantes dos Estados Unidos e do Irã com mediadores no Catar.

Ainda não há clareza sobre o que motivou o novo aviso de Teerã. Paralelamente, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que participou de uma reunião no Bahrein com países do Oriente Médio, na qual foi reafirmado o compromisso com a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.

Em seu comunicado, o Irã afirmou que qualquer navio que desrespeite as rotas determinadas ou os protocolos de navegação estabelecidos pelo país será alvo de uma resposta “rápida e decisiva” por suas Forças Armadas. O texto também acrescenta que qualquer interferência militar dos Estados Unidos na região terá reação imediata.

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Segundo o relato, um acordo provisório entre Teerã e Washington permitiria a passagem de embarcações por 60 dias sem cobrança de tarifas. No entanto, o Irã defende o controle das rotas de navegação e a possibilidade de futuramente cobrar taxas pelo tráfego, o que romperia uma prática histórica na hidrovia.

Estados Unidos e países do Golfo rejeitam a ideia de qualquer cobrança iraniana para a passagem de navios pelo estreito. Ao mesmo tempo, iniciativas de Omã e de uma agência da ONU para criar uma rota alternativa próxima ao litoral omanense teriam contribuído para novos episódios de tensão na região.

Apesar do cenário instável, o fluxo de embarcações no Estreito de Ormuz mostrou recuperação recente. Dados da Lloyds List Intelligence indicam que 258 navios atravessaram a passagem na última semana, mesmo com ataques iranianos a dois cargueiros comerciais. Na semana anterior, haviam sido 138 embarcações.

“As rotas estão sendo ajustadas praticamente em tempo real, conforme mudanças políticas e avaliações de segurança”, disse Richard Meade, editor-chefe da Lloyds List. “Isso ainda está longe de representar uma nova normalidade.”

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