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Conflito no Oriente Médio

Irã rejeita proposta de Omã para gestão do Estreito de Ormuz e apresenta plano alternativo

Publicado 29/07/2026 • 11:10 | Atualizado há 38 minutos

KEY POINTS

  • Irã rejeitou uma proposta apresentada por Omã para reorganizar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
  • Omã sugeriu dividir igualmente as rotas de navegação, deixando metade sob responsabilidade iraniana e metade sob controle omanense.
  • Contraproposta iraniana prevê tráfego concentrado em uma única rota localizada em águas territoriais iranianas.
Estreito de Ormuz: o que está por trás do impasse entre EUA e Irã

Foto: Unsplash

Estreito de Ormuz

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou nesta terça-feira que o governo iraniano rejeitou uma proposta apresentada por Omã para reorganizar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. Segundo ele, Teerã também encaminhou uma proposta temporária para permitir a retomada da navegação na região.

De acordo com Gharibabadi, Omã sugeriu dividir igualmente as rotas de navegação, deixando metade sob responsabilidade iraniana e metade sob controle omanense. O governo do Irã, no entanto, considerou que a medida não atendia às suas preocupações.

Como alternativa, o Irã propôs que o tráfego de embarcações seja concentrado em uma única rota localizada em águas territoriais iranianas. Pelo plano temporário, tanto parte do trajeto de entrada quanto de saída dos navios passaria pelo território marítimo do país.

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O vice-ministro também informou que Teerã rejeitou outra sugestão apresentada por Omã, que previa a atuação de um terceiro país na remoção de minas na porção sul do Estreito de Ormuz.

Durante a entrevista à televisão estatal iraniana, Gharibabadi afirmou que a política do país é impedir que a situação no Estreito de Ormuz retorne às condições anteriores ao conflito. Ele também declarou que embarcações militares europeias que se aproximarem da região seriam consideradas alvos legítimos pelo Irã.

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O representante iraniano ainda descartou a existência de negociações com os Estados Unidos. Segundo ele, nos últimos 15 dias o Irã não solicitou diálogo com Washington e teria recebido, por meio de Omã, mensagens do governo norte-americano manifestando interesse em negociações e garantindo que não pretendia adotar ações militares contra o país.

Bloqueio naval

Gharibabadi afirmou ainda que um bloqueio naval aos portos iranianos não levaria o governo a negociar. Segundo ele, o país está habituado a enfrentar sanções econômicas desde a Revolução Islâmica de 1979.

Mais cedo, a agência Reuters informou, com base em uma fonte familiarizada com o assunto, que Omã apresentou uma proposta para criar um mecanismo regional conjunto de administração do Estreito de Ormuz. O modelo seria financiado por taxas voluntárias de trânsito marítimo e teria apoio de diversos países da região, sem conceder controle exclusivo da passagem ao Irã.

O Estreito de Ormuz havia sido reaberto após um memorando de entendimento entre Irã e Estados Unidos, mas voltou a sofrer restrições ao tráfego marítimo após a retomada das hostilidades entre os dois países em julho. Paralelamente, os Estados Unidos restabeleceram o bloqueio naval aos portos iranianos. Enquanto o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que mantinha conversas positivas com Teerã, autoridades iranianas negaram a realização de negociações entre os dois governos.

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