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Claude foi usado por iranianos para mapear possíveis alvos militares dos EUA, diz Anthropic
Publicado 11/09/2026 • 18:40 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 11/09/2026 • 18:40 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A Anthropic identificou o uso do Claude por um agente ligado ao Irã para reunir informações públicas sobre as forças navais dos Estados Unidos e elaborar recomendações de possíveis alvos militares na região. O episódio faz parte de uma série de tentativas de empregar os modelos de inteligência artificial da companhia no desenvolvimento e apoio a sistemas de armamentos.
Segundo relatório da equipe de inteligência de ameaças da Anthropic, usuários relacionados a Irã, Rússia, China e Iêmen estiveram entre os responsáveis pelo uso indevido dos modelos mais avançados da empresa ao longo do último ano. Os casos envolveram desde enxames de drones kamikaze e sistemas de navegação de mísseis até pesquisas relacionadas a potenciais armas biológicas.
A companhia afirma ter identificado e interrompido diferentes operações nas quais o Claude foi utilizado para desenvolver softwares ligados a projetos de armas, além de auxiliar na coleta de informações e na obtenção de recursos necessários a programas militares.
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No caso relacionado ao Irã, o Claude teria sido utilizado para coletar e cruzar informações disponíveis publicamente com o objetivo de produzir recomendações de alvos contra forças navais americanas.
O material reunido incluía nomes de militares dos EUA retirados de legendas de fotografias públicas, identificadores de transponders de navios e aeronaves, ferramentas para consultar imagens comerciais de satélite e uma relação de sites capazes de fornecer informações sobre movimentações da Marinha americana.
“Identificamos e neutralizamos um agente de ameaça vinculado ao Irã que utilizava o Claude para coletar e analisar dados de acesso público, a fim de desenvolver recomendações de alvos contra forças navais dos EUA na região”, informou a Anthropic.
Segundo a empresa, a operação foi identificada e neutralizada por sua equipe de inteligência de ameaças.
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Siga o Times | CNBCO relatório também descreve a atuação de uma célula localizada no norte do Iêmen que utilizou a tecnologia em três diferentes programas de desenvolvimento de armas.
Um deles envolvia um foguete guiado equipado com um computador de voo comercial semelhante aos utilizados em celulares e um sistema de orientação para a fase final do trajeto.
Outro projeto era de um míssil balístico de múltiplos estágios, com objetivo declarado de superar 2 mil quilômetros de alcance.
A terceira iniciativa envolvia um míssil com diferentes configurações, entre elas uma variante de veículo planador hipersônico.
Apesar da localização apontada no relatório, a Anthropic não atribuiu diretamente a célula ao grupo Houthi, que controla a região norte do Iêmen.
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A companhia afirma que vem acompanhando tentativas de transformar modelos avançados de IA em ferramentas de apoio a programas militares e desenvolvimento de armamentos.
“Ao longo do último ano, nossas equipes de inteligência de ameaças investigaram e neutralizaram diversos agentes de ameaça que utilizaram o Claude para desenvolver software destinado ao projeto e desenvolvimento de armas, ou para apoiar a coleta de informações e a aquisição de recursos dos quais os programas de armamentos dependem”, afirmou a Anthropic.
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