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Países do Golfo pressionam ONU a condenar ataques do Irã e cobram reparações
Publicado 25/03/2026 • 11:00 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 25/03/2026 • 11:00 | Atualizado há 7 meses
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PxHere
ONU
Os países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), junto com a Jordânia, pediram ao Conselho de Direitos Humanos da ONU que condene os ataques realizados pelo Irã na região e exija a interrupção imediata das ofensivas, além do pagamento de reparações às vítimas.
A solicitação foi feita em um debate urgente realizado nesta quarta-feira, dedicado exclusivamente aos impactos das ações iranianas sobre países do Golfo e suas populações civis. O conflito no Oriente Médio teve início em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã, que respondeu atingindo alvos em Israel e em nações do Golfo.
O conselho, composto por 47 membros, analisa um projeto de resolução que condena “nos termos mais veementes” os ataques iranianos, expressa preocupação com ações que visam o fechamento do Estreito de Hormuz e alerta para os impactos sobre a infraestrutura energética.
O texto também exige que Teerã cesse “imediata e incondicionalmente” ataques considerados não provocados e compense os danos causados.
Durante a sessão, representantes de países da região relataram impactos diretos das ofensivas. O Bahrein afirmou ter enfrentado 26 dias de “agressão não provocada”, enquanto a Jordânia defendeu o fim imediato dos ataques.
O Kuwait mencionou danos à infraestrutura civil, incluindo um ataque ao aeroporto internacional nesta quarta-feira, classificando a situação como uma forma de terror contra civis.
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Siga o Times | CNBCOmã, que havia mediado negociações entre Estados Unidos e Irã dias antes do início do conflito, reiterou apoio à via diplomática, mas também condenou os ataques iranianos. Ao mesmo tempo, criticou a ofensiva liderada por Washington e Israel, classificando-a como ilegal e contrária ao direito internacional.
A Arábia Saudita afirmou que atingir um mediador compromete esforços de paz, enquanto os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado mais de 2 mil mísseis balísticos e drones iranianos. O país também negou ter permitido o uso de seu espaço aéreo para ataques contra o Irã e avaliou que a escalada ameaça a segurança internacional.
A reação de Teerã foi imediata. O embaixador iraniano acusou Israel de ampliar o conflito e alertou países do Golfo sobre alianças, afirmando que responsabilidades não recaem apenas sobre quem executa ataques, mas também sobre quem os apoia. Ele também declarou que bases na região estariam sendo usadas para reabastecer aeronaves envolvidas em bombardeios contra o Irã e classificou como um “erro histórico” qualquer ação que fortaleça Israel.
O alto comissário da ONU para direitos humanos, Volker Turk, afirmou que os ataques em torno do Irã e de instalações nucleares israelenses colocam a região à beira de uma “catástrofe”.
O Conselho de Direitos Humanos também pode realizar uma nova sessão urgente na sexta-feira, desta vez para discutir um ataque aéreo contra uma escola na cidade iraniana de Minab, que deixou ao menos 165 mortos, a maioria crianças. O debate foi solicitado por Irã, China e Cuba.
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