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Petróleo dispara mais de 5% com tensão entre EUA e Irã após declarações de Trump
Publicado 29/04/2026 • 16:48 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 29/04/2026 • 16:48 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Freepik
Os preços do petróleo avançaram com força nesta quarta-feira (29), impulsionados pelo aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã após declarações de Donald Trump sobre o conflito no Oriente Médio. A paralisação das negociações entre os países e a possibilidade de novas ações militares ampliaram a aversão ao risco no mercado.
O petróleo WTI para junho, negociado na Nymex, encerrou o dia com alta de 6,95%, cotado a US$ 106,88 (R$ 536,5) por barril.
Já o Brent para julho, referência global negociada na ICE, subiu 5,78%, a US$ 110,44 (R$ 554,4) por barril.
O movimento de alta ganhou força após o presidente dos EUA sinalizar endurecimento na postura em relação ao Irã.
Donald Trump afirmou que manterá o bloqueio naval americano contra o país até que haja um acordo nuclear, além de indicar que pode retomar ataques militares. O presidente declarou que não será mais “bonzinho”.
Leia também: Queda dos estoques de petróleo nos EUA supera projeções e gasolina recua mais de 6 milhões de barris
Segundo a Axios, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) já teria preparado um plano para uma nova onda de ataques, com o objetivo de pressionar o Irã a negociar.
Do outro lado, o Irã segue firme em sua posição e promete reagir às ações americanas.
Autoridades iranianas afirmam que os Estados Unidos precisam reduzir suas exigências antes que o país suspenda o bloqueio no Estreito de Ormuz.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, declarou que o bloqueio naval imposto pelos EUA busca provocar divisões internas no país.
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Siga o Times | CNBCEm meio às tensões, a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, informou que um navio japonês conseguiu atravessar o Estreito de Ormuz com segurança e deixou o Golfo Pérsico, classificando o episódio como um “desenvolvimento positivo”.
Leia também: Bolsas europeias fecham em queda com tensão no Oriente Médio e volatilidade do petróleo
Além do cenário geopolítico, o mercado também reagiu a fatores de oferta e demanda.
Nos Estados Unidos, dados oficiais indicaram queda nos estoques semanais de petróleo e derivados acima do esperado.
Já a Opep informou que a produção global de petróleo cresceu em 2025 frente a 2024, assim como a demanda mundial.
Na terça-feira, os Emirados Árabes Unidos anunciaram que deixarão o cartel a partir de 1º de maio.
Para analistas do ING, a saída dos Emirados representa “um grande golpe” para a Opep.
Segundo a avaliação, o movimento tende a ser bem recebido por Trump, por reduzir a influência do cartel no mercado global de petróleo.
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