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Senado dos EUA rejeita por margem apertada resolução para encerrar guerra com Irã
Publicado 24/09/2026 • 16:41 | Atualizado há 32 minutos
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Publicado 24/09/2026 • 16:41 | Atualizado há 32 minutos
KEY POINTS
Foto: Marinha dos EUA
Um F-35B Lightning II, pertencente ao Esquadrão de Ataque de Caça da Marinha (VMFA) 121, decola do convés de voo do navio de assalto anfíbio da classe America, USS Tripoli (LHA 7), em 13 de maio de 2026
O Senado dos Estados Unidos rejeitou por margem apertada nesta quinta-feira (24) uma medida que exigia o fim da guerra americana com o Irã.
A resolução recebeu 49 votos favoráveis e 50 contrários, sendo a mais recente iniciativa apresentada para tentar encerrar o conflito.
Todos os republicanos, com exceção de quatro, votaram contra a medida, apesar das preocupações de que candidatos do partido possam enfrentar consequências nas eleições de meio de mandato de novembro devido aos custos econômicos da guerra.
Os republicanos que apoiaram a resolução foram os senadores Thom Tillis, da Carolina do Norte; Susan Collins, do Maine; Lisa Murkowski, do Alasca; e Rand Paul, do Kentucky. O senador John Fetterman, da Pensilvânia, foi o único democrata a votar contra.
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A aprovação da medida, conhecida como Resolução de Poderes de Guerra, teria determinado que o presidente Donald Trump retirasse as tropas americanas das hostilidades no Irã, a menos que o Congresso aprovasse explicitamente a guerra.
O Senado já votou repetidas vezes medidas semelhantes desde o início da guerra, tendo aprovado uma delas.
A proposta votada nesta quinta-feira – uma “resolução concorrente” – não tinha força de lei e não seria assinada pelo presidente, o que tornaria a votação principalmente simbólica mesmo em caso de aprovação.
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Os líderes democratas da iniciativa legislativa, no entanto, argumentam que a Constituição atribui ao Congresso, e não ao Poder Executivo, a autoridade para declarar guerra, e que o presidente deve respeitar a desaprovação dos parlamentares independentemente de assinar ou não a resolução.
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Siga o Times | CNBC“O presidente está, neste momento, violando a Constituição e a Lei de Poderes de Guerra, além da resolução concorrente que já aprovamos”, disse o senador Tim Kaine, democrata da Virgínia, que liderou várias das votações para encerrar a guerra.
“Não deveríamos precisar fazer uma segunda porque o presidente deveria cumprir a lei, mas estamos fazendo uma segunda com a ideia de que, talvez, depois de alguns meses, mais pessoas se juntem a nós e a população americana esteja ainda mais profundamente contrária a esta guerra”, acrescentou.
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A medida foi aprovada pela Câmara dos Representantes em julho e precisava de apenas 50 votos para passar pelo Senado. Os democratas observaram um aumento do apoio republicano nas votações recentes para encerrar a guerra, enquanto o governo ultrapassou os prazos para buscar autorização do Congresso para o conflito.
A guerra também criou um ambiente político desafiador para os republicanos que buscam a reeleição, que podem perder o controle da Câmara e do Senado nas eleições de meio de mandato, marcadas para daqui a menos de seis semanas.
Os preços da gasolina, que dispararam ao longo do conflito, estão atualmente em média de US$ 4,48 (R$ 23,25) por galão nos Estados Unidos, segundo a AAA. Mais recentemente, a escalada dos preços do diesel começou a pressionar agricultores e caminhoneiros e alarmou republicanos dos estados do Meio-Oeste, que passaram a se distanciar da Casa Branca e a pedir o fim da guerra.
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Os parlamentares devem passar quase todo o mês de outubro em campanha eleitoral e precisarão explicar aos eleitores o que estão fazendo para reduzir os preços.
“Há muitas coisas boas sobre as quais podemos falar; o problema é que o que você fez por mim recentemente praticamente nem conta”, disse o senador Kevin Cramer, republicano da Dakota do Norte, ao ser questionado sobre como o partido pode se comunicar com eleitores preocupados com a economia. “A outra coisa sobre a qual podemos falar (…) é que, pelo menos, não somos socialistas.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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