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EUA ampliam cerco econômico ao Irã com operação para cortar abastecimento por terra

Publicado 08/11/2026 • 16:15 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Os EUA planejam criar uma nova força-tarefa para impedir o transporte terrestre de armas e mercadorias ilícitas com destino ao Irã.
  • A operação terá 20 integrantes civis e militares na Flórida e ampliará a pressão americana sobre as rotas de abastecimento iranianas.
  • A Guarda Revolucionária rejeita o plano, enquanto Washington afirma ter impedido mais de US$ 25 bilhões em exportações de petróleo.

Foto: Divulgação/Comando Central dos Estados Unidos (Centcom)

Militares das Forças Armadas dos Estados Unidos durante operação em uma região desértica. Washington anunciou a criação de uma força-tarefa para ampliar o bloqueio econômico ao Irã, incluindo rotas terrestres utilizadas para o transporte de mercadorias

Os Estados Unidos anunciaram a criação de uma força-tarefa destinada a interromper rotas terrestres utilizadas, segundo o Exército americano, para transportar armas e mercadorias ilícitas ao Irã. A iniciativa amplia a estratégia de pressão sobre Teerã, que já inclui restrições marítimas aos portos iranianos.

O anúncio foi feito pelo chefe do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), Brad Cooper, em comunicado publicado no sábado (7) na rede social X. Segundo ele, a nova operação pretende limitar a capacidade iraniana de financiar grupos classificados por Washington como terroristas, reconstruir instalações de armamentos e recompor suas forças militares.

A equipe terá 20 integrantes, entre militares e civis, e ficará sediada na Flórida. O comunicado não detalhou quais corredores terrestres serão priorizados nem como serão executadas as ações para impedir a circulação de cargas.

Leia também: EUA dizem ter barrado 100 navios rumo a portos iranianos em 60 dias

Reação iraniana à nova operação

A Guarda Revolucionária iraniana reagiu ao plano e afirmou que a iniciativa americana fracassará. A organização também rejeitou a possibilidade de que o bloqueio provoque o colapso econômico da República Islâmica.

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O porta-voz da Guarda Revolucionária, Hossein Mohebi, sustentou que Washington não conseguirá interromper as ligações entre o território iraniano e os países vizinhos. A declaração expõe a divergência entre os dois governos sobre o alcance das novas restrições.

O anúncio ocorre em meio à campanha de pressão econômica dos Estados Unidos contra o Irã. Segundo o Centcom, o bloqueio aos portos iranianos já teria impedido a exportação de mais de US$ 25 bilhões (R$ 137,5 bilhões) em petróleo bruto. O valor é uma estimativa das autoridades americanas.

Leia também: Irã propõe reabrir Estreito de Ormuz em dois dias se EUA aceitarem condições

Bloqueio naval e disputa por Ormuz

Em agosto, Washington anunciou uma campanha de “asfixia econômica” para intensificar as restrições à economia iraniana, já fragilizada pela guerra. O bloqueio marítimo passou a integrar essa estratégia, agora complementada pela tentativa de controlar também o acesso terrestre.

As medidas americanas foram adotadas em resposta ao bloqueio imposto por Teerã no Estreito de Ormuz, onde forças iranianas têm atacado embarcações que tentam atravessar a passagem sem autorização. Antes do conflito, a rota concentrava cerca de um quinto do trânsito mundial de hidrocarbonetos.

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