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Tráfego em Ormuz despenca: veja os números após o cessar-fogo
Publicado 09/04/2026 • 20:06 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 09/04/2026 • 20:06 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
O tráfego em Ormuz segue muito abaixo do normal, mesmo após o cessar-fogo anunciado entre Estados Unidos e Irã.
A trégua de duas semanas não foi suficiente para restabelecer a circulação de navios na região, que continua sob forte controle iraniano, com inspeções rigorosas e exigência de pedágio em criptomoeda para liberar a passagem.
Leia também: Acordo com o Irã: o que os EUA aceitaram no cessar-fogo?
Antes da guerra, entre 100 e 120 embarcações comerciais atravessavam Ormuz por dia, a maioria petroleiros, segundo dados da empresa de análise Kpler. Com os ataques iranianos a navios comerciais, o fluxo caiu drasticamente, passando a registrar apenas poucos barcos por dia.
Na semana de 30 de março a 5 de abril, 72 embarcações conseguiram fazer a travessia. Apesar de ser o período mais movimentado desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o volume ainda representa cerca de 90% abaixo do normal, de acordo com dados da Lloyd’s List.
Entre os navios que conseguiram atravessar o estreito nesse período, 80% tinham algum vínculo com o Irã, enquanto 13% eram de propriedade chinesa, indicando que empresas ligadas a países com relações mais próximas a Teerã seguem dominando o tráfego na região.
A tendência é que o ritmo de travessias continue limitado nos próximos dias. Segundo Matt Smith, analista de petróleo da Kpler, à CNBC, o controle imposto pelo Irã ainda restringe o número de embarcações que conseguem passar.
As projeções indicam que o fluxo pode ficar entre 10 e 15 navios por dia, já que o Irã continua verificando as embarcações antes de autorizar a passagem.
Leia também: Acordo de cessar-fogo: com o que o Irã precisou concordar com os EUA
Mesmo com o cessar-fogo, o controle rigoroso sobre a rota marítima mantém o tráfego em Ormuz bastante reduzido.
A exigência de inspeções e pagamentos adicionais para liberar navios faz com que muitas empresas de transporte marítimo e seguradoras adotem cautela antes de retomar operações na área.
Por ser uma das rotas mais estratégicas para o comércio global de energia, qualquer restrição prolongada no tráfego em Ormuz continua sendo acompanhada de perto por mercados e governos ao redor do mundo.
Dados mais recentes mostram que apenas quatro navios com rastreadores ativos atravessaram o Estreito de Ormuz na última quarta-feira (09), segundo informações da empresa de análise marítima Kpler, publicadas pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
O levantamento considera somente embarcações com sistemas de rastreamento ligados. Por isso, navios da chamada “frota escura” não entram na contagem, já que operam frequentemente com os rastreadores desligados.
Mesmo assim, os números reforçam que o tráfego em Ormuz continua extremamente reduzido, mesmo após o anúncio do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.
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