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Acordo com o Irã: o que os EUA aceitaram no cessar-fogo?
Publicado 08/04/2026 • 13:04 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 08/04/2026 • 13:04 | Atualizado há 7 meses
Foto por JIM WATSON / AFP
Depois de mais de 40 dias de confrontos que elevaram a tensão no Oriente Médio, Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo de cessar-fogo de duas semanas.
A trégua interrompe uma sequência de ataques e abre espaço para negociações diplomáticas mediadas pelo Paquistão.
Para que o acordo fosse possível, Washington teve que aceitar uma série de condições apresentadas por Teerã, incluindo mudanças na postura militar e discussões sobre sanções, presença militar e o programa nuclear iraniano, segundo informações do Al Jazeera.
Leia também: Irã confirma cessar-fogo com EUA e reabertura de Ormuz por duas semanas
O primeiro compromisso assumido pelos Estados Unidos foi interromper os ataques militares contra o Irã por um período inicial de duas semanas.
A pausa nas ofensivas foi apresentada por Washington como resultado do cumprimento de seus objetivos militares, enquanto o Irã concordou em permitir a reabertura do Estreito de Ormuz.
A suspensão das operações cria uma janela para que negociações mais amplas sejam conduzidas entre os dois países.
Os Estados Unidos concordaram em suspender temporariamente os ataques contra o Irã por duas semanas, alegando que seus objetivos militares já haviam sido atingidos e que Teerã permitiria a reabertura do Estreito de Ormuz, rota essencial para o comércio global de energia.
O ex-presidente Donald Trump afirmou que recebeu uma proposta iraniana com dez pontos, considerada uma base viável para acordo, indicando que a maioria das divergências já teria sido resolvida. O plano incluiria medidas como o fim das sanções, retirada de tropas americanas, compensações ao Irã e reconhecimento de seu programa nuclear.
Apesar disso, Trump destacou que a questão nuclear precisaria ser totalmente solucionada. O Irã nega intenção de produzir armas nucleares, mas aceita negociar limitações em troca de alívio econômico.
Há, porém, incertezas: pontos sensíveis como sanções, ativos congelados, controle do estreito e presença militar dos EUA não foram confirmados por Washington. Além disso, o programa de mísseis iraniano segue fora das negociações, conforme posição de Teerã.
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Siga o Times | CNBCEntre os pontos discutidos no plano apresentado por Teerã está também um compromisso fundamental de não agressão por parte dos Estados Unidos.
Esse princípio funcionaria como uma garantia política de que novas operações militares não seriam iniciadas durante o processo de negociação. Embora os detalhes ainda não tenham sido formalizados publicamente, o ponto aparece como uma das bases do entendimento entre os dois lados.
Outro ponto aceito nas negociações envolve a passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz sob coordenação das Forças Armadas iranianas.
A rota marítima é uma das mais estratégicas do mundo, responsável pelo transporte de cerca de um quinto do petróleo e do gás comercializados globalmente. Durante o conflito, a interrupção da navegação na região provocou preocupações no mercado internacional de energia.
Com o acordo, os Estados Unidos aceitaram a retomada do tráfego marítimo com supervisão iraniana, o que, na prática, mantém a influência de Teerã sobre a passagem.
Leia também: Estreito de Ormuz recebe primeiros navios após cessar-fogo entre EUA e Irã; acompanhe
As duas semanas de cessar-fogo devem servir como período para aprofundar as negociações entre os dois países, que devem ocorrer em Islamabad sob mediação do Paquistão.
Autoridades americanas afirmaram que muitos dos pontos já foram discutidos e que a trégua permitirá finalizar os detalhes restantes.
Ainda assim, especialistas alertam que as diferenças entre os dois lados continuam profundas, e o futuro do acordo dependerá do avanço das conversas nas próximas semanas.
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