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Trump anuncia retomada do tráfego de petróleo pelo Estreito de Ormuz após acordo com Irã; veja
Publicado 15/06/2026 • 11:06 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 15/06/2026 • 11:06 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Trump publicou no Truth Social que navios carregados de petróleo já saem pelo Estreito de Ormuz pela rota sul
Navios carregados de petróleo voltaram a se movimentar pelo Estreito de Ormuz. O anúncio foi feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em post publicado nesta segunda-feira (15) no Truth Social. Segundo Trump, as embarcações seguem pela chamada “rodovia sul”, descrita por ele como segura e em boas condições de navegação.
“Navios estão começando a se mover, muitos carregados de petróleo, pelo Estreito de Ormuz. Eles seguem pela ‘rodovia sul’, totalmente segura e íntegra. Há outras rotas de viagem também”, escreveu o presidente.
Leia também: Petróleo recua após anúncio de acordo entre EUA e Irã, mas mercado ainda teme instabilidade em Ormuz

O movimento ocorre após Trump anunciar um memorando de entendimento entre Washington e Teerã para encerrar 107 dias de conflito entre os dois países. O Paquistão confirmou que sediará a cerimônia de assinatura formal do acordo, marcada para quinta-feira (19), na Suíça.
O entendimento trouxe alívio imediato aos mercados globais, com recuo nos preços do petróleo. Antes do conflito, o estreito respondia por cerca de 20% de todo o petróleo negociado no mundo, o equivalente a 20 milhões de barris por dia.
Em consequência do anúncio do acordo entre Estados Unidos e Irã, o petróleo Brent – referência internacional de preços – despenca mais de 5,10% nesta segunda-feira (15), negociado a US$ 82,83, menor valor desde o dia 3 de abril.
Leia também: Irã diz que taxas marítimas no Estreito de Ormuz foram incluídas no acordo com os EUA na última hora

Apesar do otimismo inicial, o especialista em transição energética Marcos Szutan alertou, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, que há incertezas sobre a efetiva implementação do acordo. “A grande pergunta agora que o mercado está fazendo não é mais se vai ter acordo, mas se o acordo vai segurar”, disse.
Szutan ressaltou que o documento ainda não foi formalmente assinado e enfrenta resistências políticas dentro do próprio Irã. Versões distintas dos termos do entendimento circulam entre autoridades americanas e iranianas.
O acordo prevê uma janela de 60 dias para a negociação dos termos definitivos. A plena normalização das operações no estreito, segundo o especialista, depende ainda da remoção de minas e da recuperação da infraestrutura afetada pelo conflito.
O fechamento efetivo do estreito após os ataques de fevereiro gerou a maior interrupção de fornecimento de petróleo da história, com perda estimada de mais de um bilhão de barris. Os preços chegaram a superar US$ 100 o barril nas primeiras semanas do conflito.
Nos últimos dias, no entanto, o petróleo recuou para a faixa de US$ 90 o barril. Parte desse movimento foi atribuída por Trump a uma operação sigilosa conduzida pelas Forças Armadas americanas, que teria permitido a passagem de mais de 200 navios comerciais e 100 milhões de barris pelo estreito sem o conhecimento iraniano.
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Seguir no GoogleSzutan avaliou que os efeitos logísticos da reabertura gradual de Ormuz levarão tempo para se traduzir em estabilidade real para o mercado energético global. Segundo ele, mesmo em um cenário favorável, a plena recuperação das operações na região pode se estender até 2027.
“Tem a questão das minas que precisam ser retiradas e da infraestrutura que foi impactada. Os efeitos reais para a reestabilização do mercado de petróleo ainda vão levar um tempo para serem vistos”, afirmou o especialista.
Bancos centrais, segundo Szutan, tendem a adotar postura de espera nesta semana, aguardando maior clareza sobre o cenário energético antes de tomar decisões de política monetária.
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