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Copiloto da Flydubai planejava atentado inspirado no 11 de Setembro, dizem autoridades

Publicado 09/10/2026 • 17:01 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A procuradoria dos Emirados afirma que o copiloto pretendia derrubar o avião em Tel Aviv e causar o maior número possível de mortes.
  • O voo partiu de Dubai em 30 de setembro com 174 passageiros e fez um pouso de emergência na Arábia Saudita.
  • Segundo as autoridades dos Emirados, o copiloto se radicalizou enquanto estudava na Austrália, apesar de ter passado pelas verificações profissionais e de segurança exigidas.
Avião da Fly Dubai

Divulgação Fly Dubai

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O copiloto omanense que atacou o comandante de um voo da Flydubai no fim de setembro pretendia derrubar a aeronave no aeroporto de Tel Aviv, em um atentado inspirado nos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, afirmou nesta sexta-feira (9) o Ministério Público dos Emirados Árabes Unidos.

O voo partiu de Dubai em 30 de setembro com destino a Tel Aviv, levando 174 passageiros, em sua maioria israelenses. A reação do comandante, o piloto indiano Smit Machchhar, e de passageiros e tripulantes permitiu retomar o controle da aeronave, que realizou um pouso de emergência na Arábia Saudita.

Segundo as conclusões do procurador-geral dos Emirados, o copiloto buscava “causar a maior perda possível de vidas”. Ele está detido no país.

O procurador Hamad Saif Al Shamsi afirmou que o homem havia cumprido os requisitos profissionais e de segurança exigidos para o emprego, incluindo a apresentação de uma licença de piloto, um certificado de boa conduta e a conclusão das verificações previstas.

“Nenhum dos procedimentos revelou indícios de suas opiniões extremistas nem de sua intenção de executar um plano terrorista”, declarou Al Shamsi.

Na semana anterior, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, havia afirmado que o copiloto passou por um processo de doutrinação “islamista radical”.

Nas conclusões divulgadas nesta sexta-feira, o procurador dos Emirados afirmou que o homem se radicalizou enquanto estudava na Austrália, por meio da leitura de literatura extremista e do acompanhamento de conteúdos na internet que glorificavam organizações terroristas e atentados suicidas.

Planejamento do ataque

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Na semana passada, investigadores dos Emirados já haviam informado que o copiloto planejava um atentado terrorista e usou o machado de emergência da cabine para atacar o comandante. Na ocasião, as autoridades não haviam divulgado as motivações do suspeito.

Segundo o procurador-geral, o homem, identificado em algumas reportagens como Hamam al-Hammami, havia trabalhado anteriormente nas companhias aéreas Oman Air e Royal Air Maroc. A viagem para Tel Aviv era seu terceiro voo para a cidade, e ele teria usado as duas viagens anteriores para planejar o ataque.

Após ser agredido, o comandante conseguiu abrir a porta da cabine, permitindo a entrada de passageiros e integrantes da tripulação para conter o copiloto.

Relatos de passageiros descrevem a luta para controlar o agressor e recuperar o comando da aeronave. Dados do Flightradar24 indicaram que o avião perdeu cerca de 17 mil pés de altitude em apenas um minuto.

Um piloto que estava fora de serviço e viajava como passageiro conseguiu assumir o controle da aeronave e realizar o pouso de emergência na Arábia Saudita.

A maioria dos passageiros era israelense. Netanyahu elogiou a atuação dos passageiros e do comandante para impedir o ataque e, após o episódio, determinou “uma análise exaustiva de todos os aspectos relacionados à segurança da aviação civil estrangeira com destino a Israel”.

O premiê também afirmou que o copiloto teria contornado restrições relacionadas à operação de voos para Israel por pessoas de países que não reconhecem o Estado israelense.

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