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Cuba recorre à ONU e busca apoio internacional diante da pressão dos EUA
Publicado 26/05/2026 • 21:04 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 26/05/2026 • 21:04 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, fez um apelo nesta terça-feira (26) ao Conselho de Segurança da ONU, pedindo o engajamento da comunidade internacional para evitar uma crise de grandes proporções no país, que enfrenta uma grave escassez de energia e pressões externas.
“Faço um apelo à comunidade internacional para que se mobilizem para evitar uma catástrofe humanitária que poderia ser imposta pela via das armas ou pelo bloqueio de combustível”, disse Rodríguez.
Ele reforçou ainda a necessidade de apoio global imediato diante do cenário atual na ilha. “Chegou o momento da solidariedade para com Cuba”, acrescentou.
As declarações ocorrem em meio a um aumento das tensões com os Estados Unidos. O presidente americano, Donald Trump, chegou a fazer ameaças diretas relacionadas ao país e à região, elevando o tom da crise diplomática.
Cuba vive há anos sob dificuldades econômicas severas, agravadas pelo embargo comercial imposto por Washington desde 1962, o que impacta diretamente o abastecimento de alimentos, medicamentos e outros itens essenciais. Apagões e interrupções de serviços básicos são recorrentes.
A crise energética se aprofundou após mudanças na oferta de petróleo proveniente da Venezuela, o que ampliou a pressão sobre o sistema de abastecimento da ilha.
Recentemente, a tensão aumentou ainda mais após os Estados Unidos avançarem em uma nova frente judicial contra o ex-presidente Raúl Castro, relacionado ao caso da derrubada de aviões de um grupo anticastrista em 1996, episódio que deixou quatro americanos mortos e no qual ele atuava como ministro da Defesa.
Após a divulgação da acusação, autoridades americanas, incluindo o secretário de Estado Marco Rubio, sinalizaram uma postura mais dura em relação ao governo cubano e defenderam mudanças políticas no país.
O governo de Cuba rejeitou as acusações, classificando-as como politicamente motivadas, e afirmou que não representa ameaça aos Estados Unidos.
“É uma ideia que vai contra a lógica e o senso comum”, disse ao Conselho de Segurança da ONU. “Deixem Cuba viver em paz.”
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