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De olho em Fed e tensões geopolíticas, ouro tem nova alta
Publicado 19/12/2025 • 16:27 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 19/12/2025 • 16:27 | Atualizado há 6 meses
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Ouro
O ouro fechou a sexta-feira (19) em alta, sustentado por um ambiente externo mais favorável aos metais preciosos. Dados de inflação abaixo do esperado nos Estados Unidos reforçaram apostas de flexibilização monetária à frente, enquanto a busca por proteção permaneceu elevada em meio a incertezas macroeconômicas e geopolíticas. A prata teve mais uma sessão de valorização marcante.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para fevereiro encerrou em alta de 0,52%, a US$ 4.387,30 (cerca de R$ 24.130,15, na cotação atual) por onça-troy. Já a prata para março saltou 3,48%, a US$ 67,489 (R$ 371,19) por onça-troy. Na semana, avançaram 1,36% e 8,84%, respectivamente.
A leitura mais fraca da inflação norte-americana na quinta-feira fortaleceu a percepção de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) poderá cortar juros nos próximos meses, o que tende a favorecer o metal precioso, diz o ANZ.
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Para o banco, investidores já atribuem probabilidade relevante a uma redução de juros no início de 2026, com cortes praticamente precificados para o segundo trimestre, cenário que beneficia ativos sem rendimento, como o ouro.
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Siga o Times | CNBCA casa ainda destaca que o aumento das tensões geopolíticas “aparenta ter reforçado o apelo do ouro”, mantendo o metal bem sustentado mesmo em sessões de dólar mais firme.
Na avaliação da XTB MENA, o mercado continua amparado por uma demanda persistente. Compras contínuas de bancos centrais seguem sustentando os preços, enquanto tensões geopolíticas permanecem como um pilar relevante de suporte, diz a instituição, que pondera, contudo, que o CPI deve ser interpretado com cautela, diante de distorções causadas pelo longo shutdown do governo norte-americano.
Ao longo de 2025, as compras recorrentes de bancos centrais ajudaram a sustentar o ouro, diz a Capital Economics, mas a consultoria alerta, no entanto, que os preços já superaram níveis justificados pelos fundamentos. A casa projeta que, apesar de um piso garantido pela demanda oficial, o ouro e a prata podem enfrentar correções em 2026, em contraste com expectativas mais otimistas do mercado.
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