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Departamento de Justiça dos EUA encerra investigação criminal contra presidente do Fed
Publicado 24/04/2026 • 11:31 | Atualizado há 11 minutos
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Publicado 24/04/2026 • 11:31 | Atualizado há 11 minutos
KEY POINTS
USA - EUA/FED/JEROME POWELL - INTERNACIONAL - O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, discursa no Economic Club of Chicago (Clube Econômico de Chicago), em Chicago (EUA), nesta quarta-feira, 16 de abril de 2025. Powell fala sobre inflação e emprego norte-americanos e o que o Banco Central poderá fazer caso eles se desviem do curso. O discurso acontece em meio à política tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Foto: ERIN HOOLEY/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos retirou nesta sexta-feira (24) a investigação criminal contra o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.
A decisão remove uma das principais barreiras à nomeação de Kevin Warsh por Trump para assumir o comando do banco central dos EUA.
A procuradora federal Jeanine Pirro, principal promotora no Distrito de Columbia, anunciou em uma publicação na rede X que estava encerrando a apuração. A decisão veio três dias depois de Warsh prestar depoimento ao Comitê Bancário do Senado sobre sua indicação.
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O senador Thom Tillis, republicano da Carolina do Norte e membro do Comitê Bancário, havia imposto na prática um bloqueio à votação do plenário do Senado para confirmar Warsh como presidente do Fed enquanto a investigação criminal estivesse em andamento.
No anúncio feito na sexta-feira, Pirro afirmou que, em vez de seu escritório, o inspetor-geral do Federal Reserve ficará responsável por investigar os estouros de custos na reforma bilionária da sede do banco central, em Washington. Ela sustentou que a reforma foi o motivo da investigação contra Powell.
Jerome Powell falou durante uma coletiva de imprensa após reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) do Federal Reserve, em 29 de outubro de 2025, em Washington, DC.
Powell e outras pessoas haviam afirmado que o verdadeiro motivo da investigação conduzida por Pirro era pressioná-lo e ao Fed a reduzir as taxas de juros, como desejava Trump.
Leia também: Powell diz que vai permanecer no comando do Fed até Warsh ser confirmado
Em julho de 2025, Powell solicitou ao inspetor-geral que revisasse o projeto de reforma após Trump criticar seus custos. Ele observou na ocasião que o órgão já havia realizado uma auditoria em 2021 para avaliar o “processo do Conselho do Fed de planejar e gerenciar múltiplos projetos de reforma, bem como de contratar serviços no âmbito de diversos contratos relacionados às obras”.
Um porta-voz do inspetor-geral afirmou em comunicado à CNBC na sexta-feira que o órgão está “trabalhando ativamente para concluir” uma “avaliação do projeto de reforma do prédio do Conselho” e que tornará os resultados da investigação públicos e disponíveis ao Congresso quando o trabalho for finalizado.
Na quarta-feira, Pirro havia dito que estava comprometida em dar continuidade à investigação criminal, que foi enfraquecida por uma decisão de um juiz federal que anulou intimações expedidas por seu escritório ao Fed.
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“O IG tem autoridade para responsabilizar o Federal Reserve perante os contribuintes americanos”, escreveu Pirro na publicação na X nesta sexta-feira.
“Espero um relatório abrangente em breve e estou confiante de que o resultado ajudará a resolver, de uma vez por todas, as questões que levaram este escritório a emitir intimações”, afirmou.
“Diante disso, determinei que meu escritório encerre nossa investigação enquanto o IG conduz essa apuração”, disse Pirro.
“Observem, no entanto, que não hesitarei em reabrir uma investigação criminal caso os fatos justifiquem.”
Kevin Warsh, indicado para presidente do Federal Reserve, chega para sua audiência de confirmação no Comitê Bancário, de Habitação e Assuntos Urbanos do Senado, no edifício Dirksen, em 21 de abril de 2026.
O porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, declarou que “os contribuintes americanos merecem respostas sobre a má gestão fiscal do Federal Reserve, e as autoridades mais amplas do Escritório do Inspetor-Geral o colocam na melhor posição para esclarecer o assunto”.
“A Casa Branca continua tão confiante quanto antes de que o Senado confirmará rapidamente Kevin Warsh como próximo presidente do Federal Reserve, para finalmente restaurar competência e confiança nas decisões do Fed”, disse Desai.
O Federal Reserve se recusou a comentar.
A CNBC solicitou posicionamento ao escritório de Pirro, a Warsh e a Tillis, bem como ao presidente do Comitê Bancário do Senado, Tim Scott, republicano da Carolina do Sul, e a outros membros do colegiado.
No início da semana, Scott defendeu o encerramento da investigação criminal e a transferência do caso ao Congresso.
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Em entrevista à CNBC, Scott afirmou que a mudança na condução da apuração era essencial para garantir a confirmação de Warsh como presidente do Fed, após o que as informações relevantes sobre o projeto poderiam ser disponibilizadas.
Scott sugeriu trabalhar com o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara para “estabelecer um comitê que tenha supervisão permanente de projetos de construção sob a jurisdição do comitê bancário”.
“Para onde quer que isso nos leve, devemos seguir. Se isso levar a um encaminhamento criminal, que seja”, disse Scott. “Mas nos deem Kevin Warsh no Fed para que tenhamos acesso a todas as informações necessárias.”
Scott também afirmou acreditar que Powell “foi incompetente, não criminoso”.
A senadora Elizabeth Warren, de Massachusetts, principal democrata no Comitê Bancário, afirmou que o abandono da investigação contra Powell “é apenas uma tentativa de abrir caminho para que os republicanos no Senado instalem o fantoche do presidente Trump, Kevin Warsh, como presidente do Fed”.
“Vamos deixar claro o que o Departamento de Justiça anunciou hoje: ameaçou reabrir a investigação criminal fraudulenta contra o presidente do Fed, Powell, a qualquer momento, enquanto deixou de encerrar sua investigação criminal ridícula contra a diretora Lisa Cook”, disse Warren.
No verão passado, Trump tentou demitir Cook — que, assim como Powell, resistiu às suas demandas por cortes nas taxas de juros — depois que uma autoridade de seu governo alegou que ela havia feito declarações falsas em pedidos de financiamento imobiliário.
Cook negou as acusações e entrou com uma ação judicial para impedir sua demissão. Ela permanece no Conselho de Governadores do Fed enquanto a Suprema Corte analisa o caso.
“Qualquer um que acredite que o esquema corrupto de Donald Trump para assumir o controle do Fed acabou está se enganando”, afirmou Warren. “O Senado não deveria dar andamento à indicação de Kevin Warsh.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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