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Dólar cai a R$ 4,89 pela primeira vez em dois anos em linha com exterior
Publicado 08/05/2026 • 17:47 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 08/05/2026 • 17:47 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
Notas de dólar
Pixabay
A cotação do dólar em relação ao real encerrou a semana em baixa de 0,59%, aos R$ 4,89. É a primeira vez que a moeda americana alcança este patamar desde 15 de janeiro de 2024. No ano, a divisa brasileira já se fortaleceu mais de 10% em relação à americana.
Segundo Rafael Pastorello, gestor de portfólio do Banco Sofisa, o movimento reflete fundamentos consistentes: fluxo estrangeiro atraído pelos juros domésticos e forte desempenho das exportações de commodities, especialmente petróleo, sustentando a entrada de divisas no país.
Os drivers da semana permanecem. A perspectiva de avanço nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã aliviou a pressão sobre o petróleo e reduziu a aversão ao risco global, explica André Matos, CEO da MA7 Negócios. “Enquanto isso, ele diz, o payroll americano desta sexta trouxe um sinal de mercado de trabalho mais equilibrado nos Estados Unidos, abrindo espaço para o fluxo de capital buscar emergentes com melhor relação risco-retorno”, completa.
O diferencial de juros entre os Estados Unidos e o Brasil segue beneficiando a moeda nacional, com a Selic em 14,50% ao ano, que torna o país atraente para operações de carry trade e sustenta a entrada de capital estrangeiro. No ano, o fluxo gringo já acumula R$ 67,7 bilhões, segundo a bolsa brasileira.
“A tendência de curto prazo segue favorável ao real enquanto o cenário geopolítico não se deteriorar novamente, mas o investidor precisa estar atento porque qualquer ruptura nas negociações do Oriente Médio ou dado de inflação americana acima do esperado pode reverter rapidamente esse movimento”, ressalva.
A perda de força do dólar no mercado internacional contribuiu para esse movimento. O índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de moedas fortes, cedia 0,17%, aos 97,898 pontos. “A moeda brasileira já vinha de uma sequência recente de apreciação e seguiu avançando diante da manutenção desse cenário externo mais positivo”, diz Fernando Siqueira, head de Research da Eleven Financial.
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