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Dólar cai a R$ 5,02 com apoio do petróleo apesar da tensão no Oriente Médio
Publicado 01/06/2026 • 17:43 | Atualizado há 4 dias
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Publicado 01/06/2026 • 17:43 | Atualizado há 4 dias
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PxHere
A cotação do dólar ante o real encerrou a sessão desta segunda-feira em queda de 0,40%, aos R$ 5,02, com a moeda brasileira se beneficiando da forte alta do petróleo. O movimento aconteceu na contramão do exterior, marcado pela divisa americana avançando sobre os pares com a notícia de interrupção das negociações de paz no Irã.
Também pesou a expectativa de que o Fed suba os juros americanos, caso o petróleo gere pressão inflacionária no país. Para Leonardo Baldez, fundador da ISF Crédito, o comportamento do câmbio mostra que o investidor segue monitorando juros nos Estados Unidos, tensões geopolíticas envolvendo Oriente Médio e a percepção sobre a trajetória fiscal brasileira.
“O dólar continua reagindo muito mais ao fluxo global de capital e à aversão ao risco do que propriamente a fatores isolados da economia brasileira. Qualquer sinal de instabilidade internacional acaba fortalecendo a moeda americana e reduzindo o apetite por ativos de países emergentes”, afirma.
O economista destaca que as negociações envolvendo Estados Unidos e Irã, além das oscilações do petróleo, seguem influenciando diretamente o humor dos investidores globais. “Quando há expectativa de redução das tensões geopolíticas, o petróleo tende a perder força, o que ajuda a aliviar parte das pressões inflacionárias no mundo. Isso acaba impactando moedas, bolsas e expectativas sobre juros.”
Benny Fard, sócio da B8 Partners, afirma que o mercado começa a recalibrar expectativas para crescimento global, juros americanos e os riscos geopolíticos envolvendo Oriente Médio e negociações internacionais. “Esse conjunto aumenta a aversão ao risco e reduz momentaneamente o apetite por ativos emergentes”, explica.
Ele afirma que, mesmo sem uma fuga expressiva de capital, a moeda voltou a encontrar suporte na casa dos R$ 5 porque investidores passaram a buscar proteção diante das incertezas externas. “Quando o cenário internacional fica mais nebuloso, o fluxo tende a migrar para ativos considerados mais seguros, fortalecendo a moeda americana”, diz.
O mercado já começa a olhar para o segundo semestre e focar, cada vez mais, na trajetória dos juros globais e no comportamento da inflação americana. Segundo Fard, os possíveis impactos econômicos da escalada das tensões geopolíticas fazem com que qualquer sinal externo tenha efeito imediato sobre o câmbio e a curva de juros.
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