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CNBCQueda do bitcoin reacende debate sobre investimento e reforça cautela de especialistas

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Dólar cai a R$ 5,06 com avanço de negociações entre EUA e Irã e maior apetite por risco

Publicado 12/06/2026 • 17:25 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A perspectiva de um acordo reduziu os temores geopolíticos e pressionou os preços do petróleo, com o barril do Brent recuando para US$ 87,33.
  • Segundo analistas, o câmbio tem sido influenciado por dois fatores principais, o ambiente externo mais favorável aos mercados emergentes e a inflação brasileira acima do esperado, que reforça a possibilidade de juros elevados por mais tempo.
  • Apesar do alívio no curto prazo, especialistas alertam que o real segue sujeito à volatilidade, com riscos ligados tanto a uma eventual piora nas relações entre EUA e Irã quanto a novos sinais de aperto monetário pelo Federal Reserve.

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A cotação do dólar ante o real encerrou a sessão desta sexta-feira (12) em queda de 0,71%, aos R$ 5,06, dando continuidade à devolução de ganhos registrada na véspera. O câmbio acompanhou a melhora no sentimento de apetite por risco mundial após as novas sinalizações de avanço nas negociações de paz entre EUA e Irã. 

Apesar dos ruídos por parte dos representantes de Washington e de Teerã, o mercado assimilou que as partes caminham para um entendimento e que o fim do conflito está próximo. Com isso, os preços do petróleo recuaram e o barril do tipo brent alcançou a cotação de US$ 87,33.

Segundo Fábio Murad, sócio e fundador da Ipê Avaliações, o câmbio está sensível a dois vetores. “De um lado, o exterior mais benigno, com maior apetite por emergentes e expectativa de redução do risco geopolítico entre Estados Unidos e Irã; de outro, o cenário doméstico pressionado pelo IPCA acima do esperado, que reacende a discussão sobre juros elevados por mais tempo”.

Ele explica que o real ainda encontra algum suporte no diferencial de juros entre o Brasil e o EUA, o que vem sustentando o fluxo de entrada para ativos locais. “Mas esse equilíbrio é frágil”, ressalta.

No médio e longo prazo, a percepção é de que o cenário base segue marcado por volatilidade elevada e direcionalidade ditada pelo noticiário externo. O CEO da MA7 Capital, André Matos, explica que, embora o alívio geopolítico seja bem-vindo, qualquer reversão na narrativa do conflito entre Estados Unidos e Irã ou novos sinais de aperto monetário do Fed podem rapidamente devolver a pressão cambial. 

“Em resumo, o real teve um dia de respiro merecido, mas o investidor deve continuar operando com a régua da cautela e protegendo carteiras com exposição cambial, porque o quadro internacional segue absolutamente instável”, conclui.

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