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Com anúncio de trégua entre EUA e Irã, Petróleo cai 10%; Brent recua a US$ 87
Publicado 27/07/2026 • 07:30 | Atualizado há 35 minutos
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Publicado 27/07/2026 • 07:30 | Atualizado há 35 minutos
KEY POINTS
Os preços do petróleo aceleraram a queda nesta segunda-feira (27) depois que o Irã sinalizou disposição para suspender ataques enquanto durar a pausa promovida pelos Estados Unidos no conflito das últimas duas semanas. Segundo a agência de notícias Reuters, Teerã indicou que interromperá operações militares desde que Washington também se abstenha de novos bombardeios.
Portanto, o benchmark internacional Brent para entrega em setembro recuou 9,2%, para cerca de US$ 87,89 o barril, por volta das 7h15 no horário de Brasília. Já o WTI, referência americana, caiu mais de 7%, para US$ 82,46 o barril.
🔍 Brent e WTI: são os dois principais indicadores usados para precificar o petróleo no mercado internacional. O Brent reflete o óleo extraído no Mar do Norte e serve de referência global, enquanto o WTI mede o petróleo produzido nos Estados Unidos.
Segundo um funcionário iraniano, a postura de Teerã segue a lógica de resposta proporcional. Ainda de acordo com a agência, o recado já teria sido transmitido oficialmente aos Estados Unidos.
A pausa nos bombardeios americanos veio depois que assessores do presidente Donald Trump alertaram para o esgotamento de alvos viáveis e para o risco de desgaste do estoque de armamentos dos Estados Unidos. Na Fox News, o embaixador americano na ONU, Mike Waltz, afirmou que Trump optou por suspender os ataques para dar espaço aos esforços diplomáticos.
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Enquanto a trégua com os Estados Unidos avança, outro foco de tensão ganhou força no fim de semana. A Ucrânia atacou uma embarcação comercial iraniana no Mar Cáspio, o que levou Teerã a classificar o episódio como ato hostil e criminoso.
Assim, o mercado segue monitorando a região, já que qualquer escalada paralela ao conflito entre Irã e Estados Unidos pode reverter parte do alívio observado nos preços do petróleo nesta segunda.
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Siga o Times | CNBCPara o estrategista de juros americanos do HSBC, Dhiraj Narula, os preços mais altos do petróleo nas últimas semanas reforçaram as apostas de que o Federal Reserve precisará manter a política monetária apertada por mais tempo. Segundo ele, no entanto, as expectativas de inflação permaneceram relativamente contidas apesar do rali da energia.
Narula atribui esse comportamento à comunicação mais firme de dirigentes do Fed sobre o compromisso com a estabilidade de preços, o que teria evitado que o choque no petróleo contaminasse as expectativas de inflação de longo prazo.
🔍 Federal Reserve (Fed): é o banco central dos Estados Unidos, responsável por definir a taxa básica de juros americana e conduzir a política monetária do país.
Ainda nesta semana, o Fed anuncia sua decisão de juros, na quarta-feira (29). O consenso do mercado aponta para um novo aperto em setembro – ou seja, uma alta na taxa de juros, e o CME FedWatch Tool já precifica chance relevante de alta de um quarto de ponto percentual já nesta reunião.
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Com o petróleo em queda, os futuros das bolsas americanas reagiram em alta nesta segunda. O Dow Jones avançava 550 pontos, ou 1,1%, o S&P 500, 1% e o Nasdaq-100, 1,7%.
A semana, no entanto, reserva desafios adicionais aos investidores. Amazon, Apple, Meta Platforms e Microsoft divulgam resultados trimestrais nos próximos dias, na sequência da decepção provocada pelo balanço da Alphabet na semana passada. Os números devem afetar diretamente as fabricantes de semicondutores, principais beneficiadas pela corrida de investimentos em inteligência artificial.
Para Ken Mahoney, executivo-chefe da Mahoney Asset Management, o principal risco está na continuidade dos gastos com inteligência artificial. Segundo ele, caso as empresas atendam à pressão de acionistas e reduzam o ritmo desses investimentos, o restante do mercado tende a reagir mal, criando um efeito de gangorra entre os dois cenários.
Vale lembrar que as ações americanas vinham de mais uma semana de perdas, pressionadas pelo recuo das empresas de semicondutores e pela incerteza em torno do conflito com o Irã. Na sexta-feira (24), o S&P 500 e o Nasdaq caíram 0,6% e 2,1%, respectivamente, no segundo pregão seguido de perdas semanais, enquanto o Dow recuou 0,4%, na terceira semana consecutiva de queda.
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