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Dólar fecha semana sem direção clara em meio a liquidez reduzida e fluxo estrangeiro pontual
Publicado 19/06/2026 • 17:17 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 19/06/2026 • 17:17 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Freepik
A cotação do dólar ante o real encerrou a sessão desta sexta-feira (19) em baixa de 0,17%, aos R$ 5,16, em um pregão de baixa volatilidade. O dia contou com um ambiente de liquidez reduzida e ausência de gatilhos macroeconômicos relevantes no exterior, devido a um feriado nos Estados Unidos e na China, que esvaziou parte dos fluxos globais, e à falta de novidades nas negociações geopolíticas envolvendo Washington e Teerã.
Na leitura de mercado, o cenário contribui para um comportamento mais contido dos ativos brasileiros. Segundo o analista do Andbank, Fernando Bresciani, o dia foi marcado por “pouca movimentação” no câmbio, com o dólar devolvendo parte da alta recente, mas ainda sem direção definida no curto prazo. O especialista destaca que, na ausência de novos eventos, os investidores permanecem em compasso de espera.
Apesar da cautela, Bresciani aponta um sinal técnico positivo no fluxo estrangeiro. Dados recentes indicam entrada de capital entre os dias 15 e 17, interrompendo uma sequência de saídas que vinha pressionando a bolsa desde abril. Para ele, o quadro atual não reflete fragilidade de fundamentos, mas sim a falta de catalisadores para uma recuperação mais consistente.
No pano de fundo doméstico, o head de renda variável da Faz Capital, Alexandre Pletes, avalia que a semana foi marcada por pressão na curva de juros, o que acabou limitando o apetite por risco. Segundo ele, decisões de política monetária no Brasil e no exterior reforçaram a inclinação dos juros locais, prejudicando ativos de bolsa e favorecendo a renda fixa, que segue com taxas elevadas.
Pletes destaca ainda que o dólar acumulou alta ao longo da semana, saindo da região de 5,05 para cerca de 5,15, em meio à drenagem de capital para o mercado norte-americano, especialmente o setor de tecnologia. Narrativas ligadas a inteligência artificial e grandes empresas dos EUA continuam atraindo recursos globais, reduzindo o fluxo para emergentes.
Já Beny Fard, sócio da B8 Partners, afirma que os investidores continuam avaliando a possibilidade do Fed adotar uma postura menos restritiva nos próximos meses caso a desaceleração da inflação americana se confirme. “Esse cenário tende a enfraquecer o dólar globalmente e favorecer fluxos para mercados emergentes como o Brasil”, ele diz.
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