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Dólar fecha quase estável a R$ 5,13 e se descola da fraqueza no exterior
Publicado 05/08/2026 • 17:43 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 05/08/2026 • 17:43 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Unsplash
O dólar à vista fechou praticamente estável nesta quarta-feira (5), depois de ensaiar uma correção mais forte pela manhã. A moeda americana recuou 0,05%, a R$ 5,1282, mas o aumento das incertezas no cenário eleitoral brasileiro limitou a valorização do real ao longo do pregão.
A divisa oscilou entre R$ 5,0989 e R$ 5,1342. No mercado futuro, o contrato para setembro subia 0,07%, a R$ 5,1610, às 17h03.
O movimento doméstico destoou do exterior, onde o dólar perdia força diante de outras moedas. O índice DXY, que mede o desempenho da divisa americana frente a uma cesta de moedas fortes, recuava 0,15%, aos 99,709 pontos.
Leia também: Dólar sobe e bolsa fecha estável; recuo do petróleo pesa sobre a Petrobras
Na primeira parte da sessão, o dólar chegou a cair abaixo de R$ 5,10, em um movimento de correção após a pressão observada no pregão anterior, quando o mercado acompanhou o aumento das tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos.
Ao longo do dia, porém, a moeda recuperou terreno. O cenário político voltou a pesar sobre a percepção de risco, após a divulgação de uma nova pesquisa eleitoral e das discussões envolvendo a composição da chapa de Flávio Bolsonaro.
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Siga o Times | CNBCRumores sobre novas sanções diplomáticas dos Estados Unidos contra o Brasil também circularam pelas mesas de operação. A maior cautela doméstica ajudou a impedir que o real acompanhasse integralmente o desempenho de outras moedas diante do dólar.
Leia também: Bolsa fecha estável; dólar avança a R$ 5,13 com ruído externo e queda das commodities
Fora do Brasil, a sessão foi marcada por enfraquecimento da moeda americana. Além da queda do DXY, o euro avançava 0,19%, a US$ 1,1552, enquanto a libra subia 0,11%, a US$ 1,3466.
O descolamento reforçou o peso de fatores locais sobre a formação da taxa de câmbio nesta quarta-feira.
As atenções agora se voltam para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O mercado espera um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14% ao ano, e deve acompanhar principalmente a sinalização do Banco Central sobre o ritmo das próximas reduções de juros. A mensagem pode influenciar o diferencial de taxas entre Brasil e exterior e, consequentemente, o comportamento do real nos próximos pregões.
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