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Dólar sobe a R$ 5,18 com expectativa de alta de juros nos EUA e tom duro do BC
Publicado 23/06/2026 • 17:16 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 23/06/2026 • 17:16 | Atualizado há 1 hora
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Dólar fechou a quarta-feira em estabilidade
O dólar encerrou a sessão desta terça-feira (23) em alta de 0,89%, aos R$ 5,18, em linha com o exterior após o mercado precificar que o banco central dos EUA, o Federal Reserve, deve elevar os juros no país ao menos uma vez neste ano. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de divisas fortes, como euro, iene, libra esterlina e coroa sueca, avançava 0,38% até a última atualização desta reportagem, a 101,39 pontos.
O analista da Axia Investing, Felipe Sant’Anna, explica que, caso esse cenário se confirme, parte do capital alocado em países emergentes pode migrar para ativos americanos em busca de maior retorno.
“A moeda americana abriu o dia em forte alta, com um gap positivo já no mercado futuro, e desde então manteve a tendência de valorização. Sem sinais consistentes de reversão, o dólar segue apontando para níveis entre R$ 5,25 e R$ 5,30”, afirma.
Também fez preço a ata do Banco Central, divulgada pela manhã. O documento reafirmou que a autoridade monetária continuará ajustando o ritmo dos cortes da Selic conforme a evolução da economia e da inflação. A próxima decisão de juros, diz a ata, levará em conta o cenário de incerteza ainda elevado e os riscos de alta para os preços.
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Siga o Times | CNBCNa reunião encerrada em 17 de junho, o comitê reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto porcentual, de 14,50% para 14,25% ao ano. Segundo Fernando Bresciani, analista do Andbank, a avaliação dos agentes de mercado é de que o Banco Central adotou um tom mais duro, reforçando a percepção de que o ciclo de queda de juros pode ter chegado ao fim neste ano.
“Em um cenário de atividade econômica ainda forte, inflação elevada e incertezas externas, essa sinalização ajuda a trazer mais estabilidade para o câmbio e reduz parte das preocupações do mercado”, declara.
Já Daniel Toledo, advogado especialista em direito internacional, diz que, embora o dólar tenha avançado na sessão, o real ainda acumula desempenho positivo em 2026 quando comparado ao início do ano. “Isso mostra que movimentos diários nem sempre representam uma tendência estrutural de longo prazo”, diz o especialista.
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