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El Niño: chance de evento muito forte dispara a 95% e preocupa pelo impacto no Brasil
Publicado 13/08/2026 • 19:25 | Atualizado há 48 minutos
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Publicado 13/08/2026 • 19:25 | Atualizado há 48 minutos
KEY POINTS
Foto: Adobe Stock
A probabilidade de ocorrência de um El Niño “muito forte” nos últimos meses de 2026 chegou a 95%, segundo a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). No boletim anterior, divulgado em 9 de julho, a estimativa era de 81%.
O El Niño é um fenômeno climático natural provocado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico. A mudança altera a circulação atmosférica global e pode afetar os regimes de chuvas, ventos e temperaturas em diferentes regiões do planeta.
Segundo a NOAA, o fenômeno deve ganhar intensidade até o fim do ano. A agência estima em 97% a probabilidade de o El Niño persistir até o início da primavera de 2027 no Hemisfério Norte, período que corresponde aos meses de março e abril e ao início do outono no Hemisfério Sul.
A NOAA também calcula em 69% a chance de o evento estar entre os mais intensos registrados desde 1950, considerando o nível de aquecimento das águas do Pacífico.
A previsão americana está alinhada com o boletim mais recente do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Segundo o órgão brasileiro, existe 100% de probabilidade de o El Niño permanecer ativo pelo menos até o início de 2027.
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Siga o Times | CNBCO Inmet também considera elevada a possibilidade de o fenômeno atingir a categoria “muito forte”, caracterizada por um aquecimento superior a 2°C nas águas do Oceano Pacífico.
No Brasil, os efeitos mais significativos historicamente são registrados na Região Sul. A presença de um El Niño intenso tende a favorecer maior frequência de chuvas acima da média, temporais, cheias de rios, enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra.
Na Região Norte, especialmente na Amazônia, a tendência é oposta. O fenômeno pode provocar redução das chuvas, temperaturas acima da média e atraso no início da estação chuvosa.
De acordo com o Inmet, esse cenário pode prolongar períodos de estiagem, reduzir a disponibilidade de água e aumentar o ressecamento da vegetação. Com isso, cresce também o risco de incêndios florestais.
Outro impacto esperado é a redução gradual dos níveis dos rios. Embora parte das bacias hidrográficas ainda apresente condições próximas da normalidade, os indicadores apontam para o avanço da estiagem em diferentes sub-bacias da Amazônia.
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