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CNBCEleições nos EUA: primeiras urnas fecham enquanto o controle da Câmara e do Senado permanece indefinido

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Eleições nos EUA: democratas saem na frente e conquistam virada importante na Carolina do Norte

Publicado 03/11/2026 • 22:51 | Atualizado há 45 minutos

KEY POINTS

  • Roy Cooper conquistou para os democratas uma cadeira do Senado que estava nas mãos dos republicanos na Carolina do Norte.
  • Jon Ossoff venceu a reeleição na Geórgia, Mark Warner garantiu novo mandato na Virgínia e Juliana Stratton foi eleita senadora por Illinois.
  • Democratas também garantiram reeleições para governos na Pensilvânia, Maryland, Illinois e Massachusetts, enquanto a apuração continua em todo o país.
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Os democratas largaram na frente nos primeiros resultados das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, com uma virada importante no Senado e a manutenção de cadeiras consideradas estratégicas para a disputa pelo controle do Congresso.

Nas apurações concluídas até a noite de terça (3), o principal avanço ocorreu na Carolina do Norte. O democrata Roy Cooper venceu o republicano Michael Whatley e conquistou uma cadeira do Senado que estava sob controle do Partido Republicano. A vitória representa um ganho líquido para os democratas em uma noite em que o partido precisa ampliar sua bancada para tentar assumir o comando da Casa.

Na Geórgia, o senador democrata Jon Ossoff conseguiu a reeleição ao derrotar o republicano Mike Collins. O resultado era considerado especialmente importante porque Ossoff era o único senador democrata buscando um novo mandato em um estado vencido por Donald Trump na eleição presidencial de 2024. 

Na Virgínia, Mark Warner também foi reeleito. O democrata derrotou o republicano Bert Mizusawa e conquistou seu quarto mandato no Senado. Warner ocupa o posto de vice-presidente da Comissão de Inteligência da Casa.

Em Illinois, a democrata Juliana Stratton venceu a disputa para suceder Dick Durbin, que deixa o Senado após cinco mandatos. Atual vice-governadora do estado, Stratton derrotou o republicano Don Tracy.

Os democratas também mantiveram a cadeira de New Hampshire. Chris Pappas derrotou o ex-senador republicano John Sununu na disputa pelo assento que será deixado por Jeanne Shaheen.

Virada na Carolina do Norte pesa na disputa pelo Senado

A vitória de Cooper tem peso especial na matemática do Senado. Os republicanos começaram a eleição com vantagem de 53 a 47 cadeiras.

Para assumir a maioria, os democratas precisam chegar a 51 senadores, o que exige um ganho líquido de quatro cadeiras. Os republicanos, por outro lado, conseguem manter o controle com 50 assentos porque o vice-presidente JD Vance pode desempatar votações em favor do partido.

A Carolina do Norte era uma das principais oportunidades de avanço democrata. A cadeira ficou aberta após a aposentadoria do republicano Thom Tillis, e Cooper derrotou Whatley, ex-presidente do Comitê Nacional Republicano e candidato apoiado por Trump. 

A manutenção da Geórgia também era considerada essencial para a estratégia democrata. Ossoff disputava a reeleição em um estado vencido por Trump dois anos antes e havia sido apontado, no início do ciclo eleitoral, como um dos senadores democratas mais vulneráveis.

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Os primeiros resultados para governos estaduais também favoreceram candidatos democratas.

Na Pensilvânia, Josh Shapiro foi reeleito governador, derrotando a republicana Stacy Garrity. Shapiro conquistou um segundo mandato em um dos estados mais disputados do mapa eleitoral americano.

Em Maryland, Wes Moore também garantiu a reeleição. Moore, que se tornou em 2022 o primeiro governador negro da história do estado, derrotou novamente o republicano Dan Cox. 

Os democratas também mantiveram os governos de Illinois e Massachusetts. JB Pritzker foi reeleito em Illinois, enquanto Maura Healey garantiu novo mandato em Massachusetts. 

Ao todo, 36 estados realizam eleições para governador neste ciclo.

Controle do Congresso ainda está em aberto

Apesar das primeiras vitórias democratas, ainda é cedo para definir qual partido comandará o Congresso a partir de 2027.

Todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes estão em disputa, além de 35 assentos no Senado. Para controlar a Câmara, um partido precisa alcançar pelo menos 218 cadeiras. Os democratas entraram na eleição precisando de um ganho líquido de três assentos para retirar dos republicanos a maioria.

A definição pode levar dias. Estados com grande volume de votos pelo correio, como a Califórnia, costumam prolongar a apuração, enquanto sistemas eleitorais como os de Alaska e Maine também podem atrasar resultados definitivos.

As eleições desta terça representam o principal teste nacional para o segundo mandato de Donald Trump e definirão a correlação de forças em Washington nos dois últimos anos de sua atual passagem pela Casa Branca.

Uma eventual vitória democrata em uma das Casas mudaria a dinâmica entre o Congresso e o Executivo, enquanto a manutenção das maiorias republicanas preservaria para Trump um Congresso controlado por seu partido.

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