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Elon Musk é convocado pela Justiça francesa para responder a acusações criminais
Publicado 11/05/2026 • 16:41 | Atualizado há 1 dia
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Publicado 11/05/2026 • 16:41 | Atualizado há 1 dia
KEY POINTS
Foto: Brendan Smialowski/AFP
EM EDIÇÃO Elon Musk é convocado pela Justiça francesa para responder a acusações criminais
A Justiça da França intensificou a investigação contra a plataforma X e convocou o empresário Elon Musk para responder a acusações criminais preliminares no país.
A medida foi anunciada nesta semana pela Procuradoria de Paris, após o bilionário não comparecer anteriormente a um depoimento voluntário solicitado pelas autoridades francesas.
O caso envolve suspeitas relacionadas ao funcionamento da rede social e ao uso de ferramentas de inteligência artificial ligadas à plataforma.
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Segundo os promotores franceses, a investigação entrou oficialmente na fase criminal e também inclui a ex-executiva da empresa, Linda Yaccarino. De acordo com o The Wall Street Journal, ambos foram intimados para prestar esclarecimentos sobre as acusações iniciais apresentadas no processo.
O inquérito começou em 2025 após denúncias sobre possível favorecimento algorítmico dentro da plataforma X. Com o avanço das apurações, as autoridades francesas ampliaram o escopo da investigação para outros temas considerados graves.
Entre os pontos analisados estão suspeitas de violação de sigilo de comunicações, circulação de conteúdo envolvendo exploração sexual infantil e a criação de imagens sexualizadas produzidas por inteligência artificial através do chatbot Grok, ferramenta integrada ao ecossistema da empresa.
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Em fevereiro deste ano, investigadores realizaram uma operação nos escritórios da X em Paris para recolher documentos e provas relacionadas ao caso.
A decisão de convocar Musk faz parte de uma estratégia mais rígida adotada pela Procuradoria de Paris contra empresas de tecnologia. Nos últimos anos, autoridades francesas passaram a responsabilizar diretamente executivos pelo conteúdo e pelas atividades desenvolvidas dentro de aplicativos e redes sociais.
O movimento já havia atingido outras plataformas. Em 2024, o fundador do Telegram, Pavel Durov, foi alvo de investigação semelhante na França. O empresário chegou a ter restrições para deixar o país enquanto o processo avançava.
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Agora, a pressão recai sobre a X em meio ao debate europeu sobre limites da liberdade de expressão e responsabilidade das plataformas digitais.
O caso também ampliou o atrito entre autoridades europeias e o governo dos Estados Unidos sobre regulação das redes sociais.
O Departamento de Justiça americano criticou a condução da investigação francesa e afirmou que o processo possui motivação política. Para o governo dos EUA, há preocupação de que ações judiciais estejam sendo utilizadas para interferir no funcionamento de plataformas digitais.
Na Europa, porém, o entendimento é diferente. Reguladores europeus têm ampliado regras para exigir que empresas removam conteúdos considerados ilegais ou prejudiciais.
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A União Europeia já aplicou multas contra a X e abriu outros procedimentos relacionados ao funcionamento da plataforma.
Parte da pressão sobre a X está ligada ao avanço de ferramentas de geração de imagens por inteligência artificial. Autoridades europeias investigam o uso do Grok após denúncias sobre criação de imagens explícitas sem consentimento.
Nesta semana, países da União Europeia e o Parlamento Europeu chegaram a um acordo preliminar para restringir aplicativos capazes de produzir conteúdos conhecidos como “nudificação”, tecnologia que cria imagens íntimas falsas a partir de fotografias reais.
A proposta prevê punições para plataformas que não adotarem mecanismos de bloqueio desse tipo de recurso.
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Pela legislação francesa, a apresentação das acusações preliminares abre caminho para uma investigação conduzida por um juiz de instrução. O processo pode durar meses ou até anos antes de uma decisão final sobre eventual julgamento.
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Os promotores afirmaram que, caso Elon Musk ou Yaccarino não compareçam às convocações, ambos ainda poderão ser processados criminalmente à revelia. Até o momento, as autoridades francesas não solicitaram prisão ou detenção dos envolvidos.
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