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EXCLUSIVO CNBC: Agentes de IA vão mudar modelo de cobrança do software, diz chairman da OpenAI
Publicado 05/05/2026 • 20:00 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 05/05/2026 • 20:00 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
A Sierra, startup de inteligência artificial fundada por Bret Taylor, chairman da OpenAI, levantou US$ 950 milhões em uma nova rodada de captação e chegou a uma avaliação próxima de US$ 16 bilhões. Em entrevista exclusiva à CNBC, Taylor afirmou que o avanço dos agentes de IA deve transformar não apenas o atendimento ao cliente, mas também o modelo de cobrança do setor de software.
A empresa atua no desenvolvimento de agentes de IA para experiência do cliente. Segundo Taylor, a tecnologia já deixou de ser usada apenas em atendimento e passou a executar tarefas em áreas como vendas, refinanciamento imobiliário e seguros.
“A Sierra está em um dos maiores mercados de IA, ajudando empresas a implantar agentes de IA para a experiência do cliente”, disse Taylor. “Isso significa que você não terá mais que esperar na linha.”
A nova rodada foi liderada por Tiger Global e GV, antiga Google Ventures, e elevou a avaliação da Sierra para mais de US$ 15 bilhões. A companhia foi cofundada por Taylor, ex-CEO da Salesforce e chairman da OpenAI, e Clay Bavor, ex-executivo do Google.
Taylor afirmou que o interesse dos investidores reflete o tamanho do mercado e o potencial de economia para grandes empresas. Segundo ele, os agentes de IA reduzem custos operacionais e melhoram a experiência de clientes que antes dependiam de atendimentos longos ou repetitivos.
“Isso gera enormes economias para grandes empresas e encanta clientes, pois ninguém gosta de esperar”, afirmou.
A Sierra havia informado receita recorrente anual de US$ 150 milhões há três meses, número que Taylor classificou como “história antiga” diante do ritmo de crescimento da companhia. Segundo ele, a startup atingiu US$ 100 milhões em receita em sete trimestres e US$ 150 milhões em oito trimestres.
“Estamos crescendo muito rapidamente”, disse.
O executivo afirmou que o avanço reflete o valor econômico da IA aplicada a casos concretos de uso. Para Taylor, os dois maiores mercados atuais para inteligência artificial são engenharia de software e experiência do cliente.
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Taylor também defendeu um novo modelo de cobrança para software baseado em resultado. Na Sierra, segundo ele, o cliente paga apenas quando o agente de IA conclui uma tarefa com sucesso. Se o atendimento precisar ser transferido para uma pessoa, não há cobrança.
“Com a Sierra, você paga apenas quando o agente de IA conclui a tarefa com sucesso. Se precisar escalar para uma pessoa, é grátis”, disse.
Para o chairman da OpenAI, esse modelo pode se tornar uma nova etapa na evolução do software, assim como a nuvem substituiu a compra de licenças perpétuas pelo modelo de assinatura.
“Acredito que será o futuro do software”, afirmou. “Com agentes de IA, que podem completar tarefas autonomamente, por que não pagar por um trabalho bem feito?”
Taylor comparou o modelo ao pagamento de comissão em equipes de vendas. Segundo ele, agentes de IA também devem ser remunerados com base na entrega. “Acho que seus agentes de IA deveriam ser pagos por comissão”, disse.
O executivo afirmou que a IA representa tanto ameaça quanto oportunidade para empresas tradicionais de software. Segundo ele, novas tecnologias costumam abrir espaço para startups de rápido crescimento, como ocorreu no início da internet com Amazon, Google, eBay e PayPal.
Ao mesmo tempo, Taylor disse que companhias estabelecidas também podem prosperar, desde que adotem a tecnologia e novos modelos de negócio.
“Todo incumbente precisa realmente abraçar essa tecnologia, não apenas criar novos produtos com ela, mas abraçar novos modelos de negócios”, afirmou.
Segundo ele, a disputa será entre startups que tentam se tornar empresas dominantes e companhias tradicionais que precisam se adaptar rapidamente.
“É uma corrida. Os novos entrantes, como a Sierra, podem se tornar incumbentes antes que os incumbentes abracem a nova tecnologia”, disse.
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Questionado sobre relatos de divergências internas na OpenAI envolvendo Sam Altman e a diretora financeira Sarah Friar, Taylor negou desalinhamento.
“Não há desalinhamento. Não tenho certeza de onde isso veio e, honestamente, não vi isso pessoalmente”, afirmou.
Ele disse que a OpenAI seguirá trabalhando em planos de longo prazo para financiar investimentos em computação e avaliar o momento adequado para uma eventual abertura de capital.
Taylor também afirmou que a captação da Sierra não foi motivada pelo custo de computação. Segundo ele, a empresa não vende tokens, mas soluções para problemas de clientes.
“Não estamos levantando dinheiro por causa do custo da computação. A Sierra não vende tokens. Estamos vendendo soluções para problemas”, disse.
Na avaliação do executivo, o mercado de IA deve evoluir para uma combinação de modelos de diferentes tamanhos e custos. Ele comparou esse cenário ao mercado de bancos de dados, no qual empresas escolhem tecnologias conforme desempenho e preço.
“Você não precisa necessariamente de inteligência de ponta para tudo”, afirmou.
Segundo Taylor, empresas e desenvolvedores de IA aplicada terão de se tornar especialistas em combinar modelos de alto desempenho com opções mais baratas, de acordo com cada aplicação.
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