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Em carta aberta, Meta pede que TikTok e YouTube adotem limite de uso para adolescentes
Publicado 26/08/2026 • 15:37 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 26/08/2026 • 15:37 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Getty Images
A Meta publicou nesta quarta-feira (26) uma carta aberta pedindo que TikTok e YouTube façam adesão ao acordo firmado pela empresa com 52 procuradores-gerais dos Estados Unidos para implementar medidas de proteção a adolescentes nas redes sociais.
A proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp afirma que as medidas só serão plenamente eficazes se outras grandes plataformas adotarem restrições semelhantes.
Segundo a empresa, quando um adolescente tem o acesso a um aplicativo limitado, ele pode simplesmente migrar para outro serviço.
“Essas proteções só serão realmente eficazes se trabalharmos com nossos pares, o TikTok e o YouTube, para aplicar as mesmas medidas”, afirma a Meta na carta aberta.
O acordo prevê um limite diário de duas horas de uso para adolescentes, bloqueio noturno dos aplicativos ativado por padrão, silenciamento de notificações durante o horário escolar e alertas a cada 15 minutos de uso contínuo.
A Meta também concordou em ampliar os controles parentais disponíveis para esse público.
O entendimento com um grupo bipartidário de procuradores-gerais prevê que a Meta pague cerca de US$ 18 bilhões ao longo de dez anos.
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Siga o Times | CNBCDesse total, 70%, cerca de US$ 12,7 bilhões, serão destinados aos Estados participantes.
Os 30% restantes, aproximadamente US$ 5,3 bilhões, só serão liberados caso YouTube e TikTok adotem um conjunto de medidas, incluindo um limite diário de uma hora, modo noturno e mecanismos de verificação de idade.
Além disso, cada uma das duas plataformas deverá pagar um valor equivalente a esses 30%.
A ação movida pelos Estados acusava a Meta de projetar conscientemente plataformas como Facebook e Instagram para gerar dependência em menores de idade, apesar de saber dos potenciais danos associados ao uso.
Os processos também alegavam que a empresa coletou dados de menores sem o conhecimento dos pais, em violação à Lei de Proteção à Privacidade Infantil Online dos Estados Unidos, conhecida pela sigla COPPA.
O acordo ocorre enquanto a Meta enfrenta outras ações judiciais relacionadas à proteção de adolescentes.
Ainda nesta semana, um ex-cientista de dados da companhia declarou que a Meta teria evitado ativar por padrão uma proteção para adolescentes no Instagram para não prejudicar suas “métricas-chave”.
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