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Escalada de drones amplia mortes e expõe impasse na guerra entre Rússia e Ucrânia
Publicado 03/05/2026 • 14:10 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 03/05/2026 • 14:10 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Novas ondas de ataques cruzados entre Rússia e Ucrânia deixaram mortos nos dois países e reforçaram o cenário de impasse no conflito, que já ultrapassa quatro anos sem avanços nas negociações. Autoridades informaram neste domingo (3) que bombardeios com drones atingiram áreas civis e estratégicas, ampliando a tensão.
Na região de Odessa, no sul da Ucrânia, ofensivas russas mataram duas pessoas, incluindo um caminhoneiro em um porto, de acordo com o governador Oleg Kiper. Ele afirmou que drones atingiram três edifícios residenciais, enquanto outros dois foram danificados.
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Além disso, instalações e equipamentos da infraestrutura portuária foram afetados, em uma área considerada crucial para as exportações marítimas ucranianas.
Já na região de Kherson, também no sul, autoridades confirmaram a morte de mais uma pessoa em decorrência de bombardeios russos.
Também houve registro de um ataque com drone contra uma instalação ligada à Usina Nuclear de Zaporizhzhia (ZNPP), na Ucrânia. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou neste domingo que foi informada sobre o impacto no Laboratório Externo de Controle de Radiação (ECRL).
Segundo a agência, o alvo atingido fica fora do perímetro principal da usina, e não houve registro de feridos até o momento. Ainda assim, os danos materiais permanecem indefinidos, enquanto inspetores da AIEA no local solicitaram acesso imediato para avaliar as condições técnicas da estrutura.
Segundo a Força Aérea da Ucrânia, a Rússia lançou 268 drones e um míssil balístico durante a noite, intensificando a ofensiva aérea.
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Em resposta, as forças ucranianas realizaram ataques com pelo menos 334 drones contra o território russo, segundo o Ministério da Defesa da Rússia.
A região de Leningrado, no noroeste do país, foi o principal alvo. Nos últimos dias, terminais de exportação de petróleo na área já haviam sido atingidos repetidamente.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, afirmou que forças do país também atacaram dois petroleiros da chamada “frota fantasma” russa no porto de Novorosíisk, no Mar Negro.
Os ataques ucranianos provocaram a morte de um homem de 77 anos na região de Moscou e de uma adolescente de 15 anos na região de Zaporizhzhia, segundo autoridades locais.
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Com as negociações paralisadas, ambos os países mantêm uma rotina de ataques com dezenas ou centenas de drones por dia, sem sinais de redução das hostilidades. O conflito, iniciado em fevereiro de 2022 com a invasão russa, já deixou dezenas de milhares de mortos, segundo estimativas.
Kiev afirma que suas ações são uma resposta aos bombardeios russos contra cidades ucranianas e sustenta que seus alvos são infraestruturas energéticas e militares. A Rússia, por sua vez, também nega que ataque civis.
Zelensky afirmou que poderá intensificar ataques contra instalações energéticas russas caso Moscou não encerre a guerra. “A Rússia pode pôr fim ao conflito a qualquer momento. Se prolongar, ampliaremos nossas operações de defesa”, declarou nas redes sociais.
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O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, afirmou que episódios como esse elevam o nível de risco global, ao destacar que hostilidades próximas a instalações nucleares representam ameaças significativas à segurança internacional.
O incidente ocorre após ataques registrados em março deste ano contra os complexos nucleares iranianos de Isfahan e Natanz. Na ocasião, os danos foram classificados como mínimos, mas Grossi demonstrou preocupação com a frequência de impactos próximos a estruturas estratégicas, como túneis e eixos operacionais.
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