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EUA e União Europeia fecham acordo sobre minerais críticos para reduzir dependência da China

Publicado 24/04/2026 • 19:02 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Bloco europeu e governo americano assinaram acordo voltado ao abastecimento de minerais críticos usados em defesa e tecnologia.
  • Plano prevê cooperação em preços mínimos, estoques estratégicos, subsídios e cadeias produtivas.
  • Movimento responde ao domínio chinês sobre insumos essenciais para chips, baterias e armamentos.

Annabelle Gordon / AFP

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o comissário de Comércio da União Europeia, Maros Sefcovic, na assinatura de um memorando de entendimento para uma parceria estratégica em minerais críticos em Washington

Os Estados Unidos e a União Europeia firmaram nesta sexta-feira (20) um acordo estratégico para coordenar o fornecimento de minerais críticos, matérias-primas consideradas essenciais para setores como defesa, semicondutores, baterias e indústria tecnológica. A iniciativa busca reduzir a forte dependência global em relação à China.

O entendimento representa uma aproximação relevante entre Washington e Bruxelas em um tema sensível, apesar das frequentes críticas do governo Donald Trump ao bloco europeu.

A assinatura ocorreu entre o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic.

Resposta ao domínio chinês

A preocupação de EUA e UE aumentou após a China restringir exportações de minerais estratégicos usados em produtos como chips, baterias para veículos elétricos e sistemas militares.

Leia também: Terras raras: para que servem os minerais usados em carros elétricos e tecnologia

Rubio afirmou que a concentração da oferta global em poucos países representa risco elevado para as economias ocidentais. “A excessiva concentração desses recursos, e o fato de serem dominados por um ou dois lugares, é um risco inaceitável”, disse.

Segundo ele, americanos e europeus formam juntos os maiores consumidores desses insumos e precisam garantir acesso estável no futuro. “Precisamos assegurar que esses minerais estejam disponíveis para nosso futuro e de forma que não sejam monopolizados ou excessivamente concentrados em um único lugar”, afirmou.

Cadeia completa entra no acordo

Sefcovic declarou que o memorando consolida a parceria entre os dois lados em toda a cadeia produtiva. “O acordo formaliza nossa parceria em toda a cadeia de valor, da exploração e extração ao processamento, refino, reciclagem e recuperação”, afirmou.

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O dirigente europeu ressaltou que o tema está ligado diretamente à segurança econômica do continente. “Para nós, trata-se realmente de segurança econômica. Trata-se de superar dependências”, disse.

Lição da crise energética

Sefcovic lembrou que a Europa já sofreu os custos de depender fortemente de fornecedores externos de combustíveis fósseis. “Sabemos, por experiência recente, como dependências podem sair caras”, declarou.

Segundo ele, a meta agora é construir uma base mais ampla e diversificada de fornecedores. “Queremos aprender com essa experiência e ter um portfólio muito mais diversificado de fornecedores”, acrescentou.

Preços mínimos e estoques estratégicos

O plano de ação prevê que EUA e União Europeia estudem estabelecer preços mínimos para minerais críticos, mecanismo que dificultaria tentativas de China ou outros países de inundar o mercado com exportações baratas.

Leia também: Brasil tem que monetizar e agregar o máximo de valor aos minerais críticos, avalia Alckmin

As partes também discutirão coordenação de subsídios, formação de estoques estratégicos, criação de padrões conjuntos para facilitar comércio no Ocidente e investimentos compartilhados em pesquisa.

Segundo o Escritório do Representante de Comércio dos EUA, a iniciativa poderá evoluir para um acordo plurilateral vinculante sobre comércio ligado às cadeias de minerais críticos.

Estratégia global de Washington

O governo Trump já defendeu anteriormente uma zona comercial preferencial entre aliados para minerais estratégicos.

Washington também anunciou planos semelhantes com México e Japão, além de uma estrutura de fornecimento com Austrália e outros parceiros.

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