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EUA enfrentam risco de colapso alimentar e atraso no pagamento a militares em meio a paralisação do governo
Publicado 30/10/2025 • 16:38 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 30/10/2025 • 16:38 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
O governo dos Estados Unidos enfrenta uma das crises domésticas mais graves dos últimos anos. A paralisação parcial (shutdown) da administração federal, que já dura 30 dias, ameaça deixar milhões de pessoas sem acesso a alimentos e pode, pela primeira vez na história, atrasar o pagamento de salários de militares.
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O correspondente Renan de Souza, direto de Abu Dhabi, explicou ao Fast Money, da Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, que o impasse político entre democratas e republicanos chegou a um ponto crítico. “Os dois partidos estão pesando o impacto das consequências de tantos problemas acontecendo ao mesmo tempo”, afirmou.
Segundo ele, a Casa Branca tenta uma manobra de última hora para transferir recursos entre agências e garantir o pagamento de 1,2 milhão de militares, mas ainda sem garantia de sucesso. “Até agora, não há certeza de que os salários serão pagos nesta sexta-feira”, destacou.
A situação deve se agravar a partir de sábado (1º), quando o principal programa de assistência alimentar do país pode ficar sem fundo, afetando 42 milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade.
“Esse programa é controlado pelo Departamento de Agricultura, custa 8 bilhões de dólares e não tem outra fonte de recursos disponível”, explicou Renan. Ele lembrou que 25 estados, a maioria governada por democratas, processaram o governo federal para forçar uma ação que mantenha o programa funcionando.
O impasse se tornou um teste político para ambas as siglas, que agora enfrentam a pressão do sofrimento de milhões de famílias estadunidenses.

Com o agravamento da crise, surgiram novas conversas entre senadores republicanos e democratas. “Eles estão tentando costurar um acordo que permita reabrir parcialmente o governo, fornecendo recursos para programas cruciais enquanto as negociações avançam”, relatou Renan.
A proposta ainda não tem garantia de aprovação. Mesmo que o Senado chegue a um consenso, a medida precisaria passar pela Câmara, onde o líder republicano Mike Johnson já afirmou que não colocará em votação nenhum projeto que não preveja a reabertura total do governo.
“É um impasse. As negociações seguem nos bastidores, mas tudo pode mudar com a chegada do presidente Donald Trump”, observou o correspondente.
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De acordo com Renan, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retorna dos compromissos na Ásia ainda nesta sexta-feira (31) e deverá se envolver diretamente nas negociações. “Muito provavelmente, ele terá de intervir, já que os dois lados estão travados e nada avança”, afirmou.
O impacto econômico do shutdown já é significativo. O Escritório de Orçamento do Congresso (CBO, na sigla em inglês) — órgão independente e não partidário — estima que pequenas empresas que prestam serviços ao governo, como fornecimento de equipamentos e materiais de escritório, perderam 12 bilhões de dólares desde o início da paralisação.
Além das perdas diretas, o shutdown já retirou cerca de 7 bilhões de dólares do PIB americano, segundo o CBO. “Com o prolongamento da paralisação, esse valor deve ultrapassar 12 bilhões de dólares nas próximas semanas”, apontou Renan.
Ele lembrou que este é o segundo maior shutdown da história dos Estados Unidos e pode se tornar o mais longo caso ultrapasse 35 dias, marca alcançada na paralisação de 2018-2019. “Estamos no 30º dia. Faltam apenas cinco dias para superar o recorde histórico”, explicou.
Ao encerrar sua participação, Renan destacou que ainda há uma pequena esperança de avanço nas negociações nos próximos dias. “Vamos torcer para que haja uma solução positiva e esse impasse seja resolvido antes que o impacto sobre a população e a economia se torne irreversível.”
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