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EUA esperam garantir fluxo de ímãs de terras raras da China e veem acordo próximo, diz Bessent
Publicado 17/11/2025 • 09:07 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 17/11/2025 • 09:07 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, contestou reportagem do The Wall Street Journal sobre suposto bloqueio chinês de ímãs de terras raras para empresas norte-americanas ligadas ao setor de defesa. Segundo ele, o compromisso firmado entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o da China, Xi Jinping, na reunião de outubro, na Coreia do Sul, prevê que o fornecimento voltará a ocorrer como antes das restrições impostas por Pequim em abril.
O acordo ainda não foi assinado, mas deve ser concluído até o feriado de Ação de Graças, em 27/11. “A reportagem não é muito precisa. Nós nem finalizamos o acordo, que esperamos concluir até o Dia de Ação de Graças”, afirmou Bessent em entrevista ao programa Sunday Morning Futures , da Fox News, nesse domingo (16/11).
O secretário disse estar confiante de que a China vai honrar os compromissos assumidos na reunião entre os dois presidentes. “Xi Jinping tem grande respeito pelo presidente Trump”, declarou. O entendimento acertado pelos dois países contempla um ano de livre circulação de terras raras, eliminando as exigências adicionais de licenças que a China passou a aplicar em resposta às tarifas norte-americanas.
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Siga o Times | CNBCBessent afirmou que, se Pequim não cumprir o compromisso, Washington dispõe de instrumentos de pressão. “Se eles não honrarem, nós temos muitas alavancas”, disse. Questionado se uma dessas alavancas seria remover empresas chinesas das bolsas dos Estados Unidos, respondeu: “Todas as opções estão sobre a mesa.”
Além das terras raras, o acordo também envolve compras chinesas de soja norte-americana. A China já retomou as aquisições e concordou em comprar 12 milhões de toneladas até o fim de 2025, além de 25 milhões de toneladas por ano nos três anos seguintes (2026 a 2028), totalizando 87 milhões de toneladas. “Eles começaram as compras”, afirmou Bessent.
O secretário criticou a interrupção anterior dos fluxos durante a escalada tarifária. “Eu acho muito infeliz que eles fizeram de nossos grandes produtores de soja peões. Mas acreditamos que já resolvemos esse problema”, declarou. Segundo ele, os preços da soja subiram desde o encontro entre Trump e Xi.
A China domina a mineração e o processamento de terras raras, materiais essenciais para componentes eletrônicos, ímãs industriais, motores de veículos elétricos e equipamentos do setor de defesa. A dependência norte-americana dessas cadeias de suprimento torna o acordo estratégico para Washington.
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