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EUA mudaram demandas constantemente durante negociações, diz chanceler iraniano
Publicado 13/04/2026 • 18:14 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 13/04/2026 • 18:14 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
Ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi.
Wikipedia.
O Irã afirmou que os Estados Unidos mudaram “constantemente” suas demandas durante as negociações deste fim de semana em Islamabad, o que impediu um acordo, e acusou Washington de cometer “pirataria” ao restringir a navegação no Estreito de Ormuz.
Em conversa telefônica com o chanceler francês Jean-Noel Barrot, nesta segunda-feira, 13, o ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, disse que Teerã participou das tratativas com “boa-fé”, apesar de “absoluta desconfiança” em relação aos EUA. Segundo ele, houve avanços em diversos pontos, mas a “postura excessiva” e a mudança contínua de exigências por parte americana travaram o entendimento.
Barrot reiterou o apoio da França a uma solução diplomática e manifestou esperança de que a continuidade do diálogo leve a um acordo final. Araghchi também discutiu as negociações e o cenário regional em ligação com o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi. Não foram divulgados detalhes sobre a conversa com o omanense.
No campo institucional, Jalil Mokhtar, membro do comitê de energia do Parlamento iraniano afirmou que um projeto de lei sobre a segurança do Estreito de Ormuz pode alterar as regras de trânsito na região. Segundo a agência Iran International, citando Mokhtar, a proposta busca redefinir a passagem pela via e inclui medidas como a cobrança de pedágios em riais iranianos para serviços de pilotagem e segurança, além do uso de moedas como o yuan chinês e até criptomoedas em transações de energia, em sinal do “enfraquecimento da dominância financeira dos EUA” e de um movimento de desdolarização.
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Siga o Times | CNBCEm paralelo, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) elevou o tom contra Washington. Em comunicado, afirmou que as restrições impostas pelos EUA à navegação em águas internacionais são ilegais e configuram “pirataria”. O grupo paramilitar também declarou que embarcações ligadas a “inimigos” não poderão transitar pelo Estreito de Ormuz.
“As Forças Armadas declaram que a segurança dos portos no Golfo Pérsico e no Mar de Omã é para todos – ou para ninguém”, disse um porta-voz da IRGC, acrescentando que ameaças à segurança iraniana terão resposta e que nenhum porto da região estaria seguro nesse cenário.
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