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EXCLUSIVO: Trump adverte Reino Unido sobre reaproximação com a China: “Muito perigoso”

Publicado 30/01/2026 • 08:20 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Trump alertou o Reino Unido que seria “muito perigoso” para o país fazer negócios com a China.
  • China permitirá viagens sem visto para cidadãos do Reino Unido e reduzirá as tarifas de uísque pela metade.
  • AstraZeneca investirá US$ 15 bilhões na China até 2030.
Donald Trump eo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer

Evan Vucci / AFP / Getty Images

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer

O presidente dos EUA, Donald Trump, teria alertado o Reino Unido na quinta-feira (29) que seria “muito perigoso” para o país fazer negócios com a China, após Londres e Pequim anunciarem medidas destinadas a estreitar os laços.

Após anos de relações tensas, a China e o Reino Unido buscam desenvolver uma parceria estratégica de longo prazo após uma reunião de alto nível entre o presidente chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

Starmer está em uma visita de quatro dias à China, a primeira viagem de um primeiro-ministro britânico em oito anos, sinalizando uma tentativa de redefinir os laços bilaterais.

Nos bastidores da estreia do filme “Melania” no Kennedy Center, Trump foi solicitado a comentar os esforços de Starmer para fechar negócios com a China e disse que “é muito perigoso para eles fazerem isso”, informou a Reuters.

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A China concordou na quinta-feira em reduzir pela metade suas tarifas de importação sobre o uísque britânico, de 10% para 5%, e confirmou viagens sem visto para cidadãos britânicos que visitem a China por menos de 30 dias, de acordo com Downing Street. Enquanto isso, a farmacêutica britânica AstraZeneca investirá US$ 15 bilhões (R$ 77,8 bilhões) na China até 2030 para expandir a fabricação de medicamentos e a pesquisa e desenvolvimento no país.

Starmer levou uma delegação de quase 60 executivos e líderes de organizações britânicas nesta viagem. Ele elogiou os acordos sobre viagens sem visto e a redução das tarifas de uísque como um “acesso realmente importante, simbólico do que estamos fazendo com o relacionamento”.

A mudança diplomática do Reino Unido parece espelhar a do Canadá, que assinou um acordo comercial com a China no início deste mês após uma visita do primeiro-ministro Mark Carney, enquanto Ottawa busca diversificar parceiros comerciais e de investimento em meio a tensões persistentes com Washington.

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Ameaças também ao Canadá

Sobre o Canadá, Trump disse que “é ainda mais perigoso para o Canadá entrar em negócios com a China. O Canadá não está indo bem… Você não pode olhar para a China como a resposta”, informou a Reuters.

“O presidente Xi é meu amigo, eu o conheço muito bem… A primeira coisa que eles vão fazer é dizer que você não tem mais permissão para jogar hóquei no gelo. O Canadá não vai gostar disso”, disse Trump.

Trump ameaçou impor uma tarifa de 100% sobre produtos canadenses se Ottawa prosseguisse com um acordo comercial com a China, em uma inversão brusca de seus comentários anteriores de que tal acordo poderia ser “uma coisa boa”.

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Antes de sua viagem a Pequim, Starmer disse em uma entrevista à Bloomberg que a Grã-Bretanha não teria que escolher entre os EUA e a China, afirmando que o país pode continuar a fortalecer os laços econômicos com Pequim sem irritar Trump ou prejudicar as relações com os EUA.

Temos relações muito próximas com os EUA — é claro que queremos — e manteremos esses negócios, juntamente com a segurança e a defesa”, disse ele.

“Starmer teme afastar Washington. Mas a posição apertada do Reino Unido entre as duas superpotências é estrutural, não uma excentricidade do governo Trump”, disse Gabriel Wildau, diretor administrativo da consultoria política Teoneo.

Opcionalidade em vez de uma redefinição total

Wildau sugeriu que um amplo acordo comercial entre o Reino Unido e a China é improvável, já que Starmer está buscando um “reequilíbrio” das relações exteriores do país, em vez de uma redefinição estrutural com a China que possa atrair “atenção indesejada” dos aliados ocidentais.

A mesma postura diplomática se aplica a outros líderes de “potências médias” que visitaram a China nos últimos meses, acrescentou.

Uma onda de líderes ocidentais, inquietos com a política externa imprevisível de Trump e a agenda “America First” (América Primeiro), tem avaliado laços mais estreitos com Pequim — mesmo sob o risco de provocar Trump.

Desde novembro, Pequim recebeu o presidente francês Emmanuel Macron, o presidente sul-coreano Lee Jae Myung, o primeiro-ministro finlandês Petteri Orpo, o ministro das finanças alemão Lars Klingbeil e o primeiro-ministro irlandês Micheal Martin — a primeira visita de um líder irlandês em 14 anos.

“Em vez de um realinhamento, esses governos buscam opcionalidade ao criar coalizões para questões específicas com a China e entre si para reduzir a dependência dos EUA”, observou Wildau.

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