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EUA buscam alianças no Brasil para garantir acesso a terras raras e ampliar investimentos bilionários

Publicado 18/03/2026 • 20:07 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • EUA avançam em acordos regionais no Brasil para garantir fornecimento de minerais críticos e reduzir dependência da China.
  • Projetos já somam US$ 600 milhões em investimentos, com potencial de bilhões de dólares em novos aportes.
  • Movimento ocorre em meio a tensões diplomáticas entre Washington e Brasília.
Os Estados Unidos estão intensificando esforços para firmar parcerias no Brasil com o objetivo de desenvolver novas cadeias de fornecimento de terras raras, em meio a tensões diplomáticas recentes entre Washington e Brasília.

Sigma Lithium / Divulgação

Os Estados Unidos estão intensificando esforços para firmar parcerias no Brasil com o objetivo de desenvolver novas cadeias de fornecimento de terras raras, em meio a tensões diplomáticas recentes entre Washington e Brasília.

Nesta quarta-feira (18), autoridades americanas assinaram um memorando de entendimento com o Estado de Goiás, região com grande concentração desses minerais, que são essenciais para a produção de tecnologias avançadas, como veículos elétricos, painéis solares e equipamentos militares.

Estamos explorando possibilidades de colaboração com atores regionais no Brasil e dialogando com o governo federal, convidando-o a participar”, afirmou um porta-voz da embaixada dos EUA, sob condição de anonimato.

Segundo o representante, o país vê o Brasil como um mercado com potencial para bilhões de dólares em investimentos. “Já estamos avançando, com US$ 600 milhões (R$ 3,16 bilhões) investidos em dois projetos em Goiás e um no Piauí”, disse.

As declarações ocorreram durante um fórum sobre minerais críticos realizado em São Paulo, organizado pela embaixada americana e pela Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham).

Os EUA foram representados por autoridades de alto escalão, incluindo David Copley, ex-executivo do setor de mineração e atual integrante do Conselho de Segurança Nacional do governo Donald Trump. O governo brasileiro não enviou representantes ao evento.

Leia também: Goiás e EUA firmam acordo para desenvolvimento de tecnologia de terras raras

No cenário internacional, os EUA vêm firmando acordos com países como Argentina e México, além da União Europeia e do Japão, em uma estratégia para diversificar o acesso a minerais críticos, atualmente dominado pela China.

O Brasil detém a segunda maior reserva mundial de terras raras, fundamentais para uma ampla gama de indústrias, de smartphones a motores de aeronaves e mísseis guiados.

Em fevereiro, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva firmou um acordo de cooperação com a Índia sobre minerais críticos. Apesar de conversas com os EUA, nenhum acordo nacional foi fechado até o momento.

Estamos plenamente conscientes do nosso potencial em terras raras pesadas e não estamos parados”, afirmou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

As movimentações ocorrem em meio à deterioração recente das relações entre os dois países. Na semana passada, o governo brasileiro barrou a entrada de Darren Beattie, integrante do Departamento de Estado dos EUA.

Beattie participaria do fórum e também pretendia se encontrar com o ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado de Trump, que está preso após condenação por tentativa de golpe.

O governo brasileiro avaliou que a visita poderia configurar interferência política em ano eleitoral, no qual Lula busca um quarto mandato. Seu principal adversário deve ser Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente.

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