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Irã promete retaliação após nova ofensiva de Israel matar autoridades-chave do regime
Publicado 18/03/2026 • 19:27 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 18/03/2026 • 19:27 | Atualizado há 7 meses
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A cúpula do Irã sofreu novo abalo nesta quarta-feira (18), com a morte do ministro da Inteligência, Esmail Khatib, em um bombardeio atribuído a Israel. O líder supremo, Mojtaba Khamenei, afirmou que os responsáveis “vão pagar pelo sangue derramado”, após uma sequência de ataques que atingiram o alto escalão do país.
Israel confirmou a morte de Khatib, um dia depois de anunciar a eliminação de Ali Larijani, então chefe do Conselho Superior de Segurança Nacional. Segundo o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, o alvo foi “eliminado” em um bombardeio noturno.
Katz declarou ainda que o governo deu carta branca ao Exército para atingir qualquer liderança iraniana considerada alvo, enquanto o regime em Teerã afirmou que ninguém escapará das consequências da guerra, que já provoca impactos no setor energético global e impulsiona os preços do petróleo.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou articulações com aliados para viabilizar uma operação militar no Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o transporte de petróleo.
Sem aparecer em público desde que assumiu, Mojtaba Khamenei voltou a ameaçar retaliação. “Cada gota de sangue derramada tem seu preço, e os assassinos terão que pagar em breve”, disse.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, alertou que ataques à infraestrutura energética podem gerar “consequências incontroláveis”, após a ofensiva contra o campo de gás South Pars-North Dome, o maior do mundo.
Uma multidão tomou as ruas de Teerã para o funeral de Ali Larijani e de Gholamerza Soleimani, líder paramilitar. A cerimônia também homenageou mais de 80 marinheiros mortos após o afundamento de uma fragata por um submarino dos EUA, há duas semanas.
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Os caixões cobertos com bandeiras iranianas foram levados em procissão, enquanto participantes exibiam imagens do aiatolá Khamenei e realizavam rituais tradicionais de luto.
O chanceler Abbas Araghchi afirmou que a “onda de repercussões está apenas começando” e pode atingir o mundo inteiro, sem distinção.
A Guarda Revolucionária reivindicou ataques contra Tel Aviv, que deixaram ao menos dois mortos, prometendo “vingar o sangue” das lideranças mortas.
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Siga o Times | CNBCA diretora de Inteligência Nacional dos EUA, Tulsi Gabbard, avaliou que o Irã sofreu “duros golpes”, mas segue “intacto”.
Os ataques a instalações energéticas elevaram os preços do petróleo, que voltaram a superar US$ 100 (R$ 527,00). A ofensiva contra o campo South Pars-North Dome reforçou preocupações sobre os impactos na economia global.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, afirmou que os bombardeios inauguram um “novo nível de confronto”.
Sobre o Estreito de Ormuz, Donald Trump disse que os EUA não dependem da rota e sugeriu que outros países encontrem solução para eventuais bloqueios.
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Para conter a alta dos combustíveis, Washington suspendeu por 60 dias a Lei Jones, permitindo maior flexibilidade no transporte marítimo, e autorizou transações com a estatal petrolífera da Venezuela.
Em outra frente, Israel voltou a bombardear Beirute, deixando cerca de 12 mortos. Desde a intensificação do conflito com o Hezbollah, o Líbano soma 968 mortos.
Moradores relataram momentos de pânico. “Foi assustador. As crianças começaram a chorar e entrar em pânico, é de partir o coração”, disse Saleh, de 29 anos, deslocada para a capital.
No sul do país, fugas em massa e congestionamentos marcaram a retirada de civis. Nidal Ahmad Chokr, de 55 anos, relatou que “padeiros morreram enquanto trabalhavam” e que funcionários municipais foram mortos durante operações de resgate.
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